Segunda-feira 16 de Setembro de 2019
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Movimento dos Cursos de Cristandade reflectiu sobre grupos

Referiu-se ainda à experiência adquirida no trabalho com a pastoral sócio-caritativa, a assistência aos idosos, doentes, afastados, e aos peregrinos de Fátima. Mas foi particularmente a questão da reunião dos grupos paroquiais que veio trazer actualidade à intervenção. Jaime Custódio defendeu que “se não houver reunião de grupo não há movimento” e advogou “a realização, sempre que possível, das reuniões de grupo na ultreia”. “Porque nem sempre é possível acontecer isso, faz-se então a ultreia num dia e a reunião de grupo noutro dia”, complementou. Confrontado com as dificuldades das reuniões dos grupos, o presidente do Secretariado Nacional dos CC, admitiu que esse problema não é só da diocese algarvia, mas “do movimento em geral”. Jaime Custódio defendeu que “é necessário que um cursista, logo que acaba um Curso, seja integrado num grupo”. Aquele responsável considerou ainda que a formação de novos grupos deve iniciar-se por alguém mais experiente. Também os grupos ‘fechados’ são outro problema. “Podemos fazer na mesma coisas maravilhosas, mas temos de renovar as nossas paróquias e isso acontece pelo nosso testemunho e não com grupos fechados”, advertiu, salientando a necessidade de seguimento dos quatro ‘s’: “seriedade, sigilo, sinceridade e semanal”. Por outro lado, Jaime Custódio garantiu ainda que “é importante levar sempre da reunião de grupo, propósitos de emenda de vida com vista à acção”, para que na reunião seguinte “se possa fazer a avaliação do que nos propusemos”. “É importante que não vamos para a reunião de grupo procurando apenas receber dos outros. Também devemos dar algo aos outros”, frisou. Também o padre Joaquim Beato, assistente do movimento no Algarve defendeu o restauro da reunião de grupo “nas ultreias ou fora das ultreias”, afirmando que “o movimento cresce nas paróquias quando há reunião de grupo”. “Quando fiz o meu curso reuníamo-nos em grupo e partilhávamos uns com os outros a nossa vivência cristã e acção apostólica. Havia um compromisso de acção e trabalho e isso ajudava-nos a viver a nossa fé, como verdadeiros cristãos”, testemunhou o sacerdote, considerando que “seria muito bom que nos centros de ultreia se fizesse um esclarecimento grande sobre a vantagem das reuniões de grupo”. Também o Bispo diocesano lembrou a propósito a experiência dos apóstolos na manhã de Pentecostes e lembrou que “um grupo deve ser fecundo e servir para ouvir o apelo de Cristo de que continua a contar com cada um”. Recém regressado de Itália de um encontro europeu dos diversos secretariados do movimento, Jaime Custódio partilhou os testemunhos de alguns secretariados que estão agora a ser implementados em países de Leste que saíram do comunismo, assegurando que “até existem interessados em frequentar os cursos, falta é pessoal suficiente nas equipas para os levar a cabo”. A tarde terminou com a celebração da Eucaristia e com um convívio dos participantes.

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