Fraternalmente estamos unidos ao martírio, na doença e na dor, com esses irmãos que carregam a sua cruz no seu Gólgota pessoal, talvez uma oração a Deus, na repetição do testemunho de há dois mil anos: «Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice…». A nossa comunhão directa aponta para os acompanharmos no quotidiano, o que, «eu, pecador me confesso a Ti Pai e a vós, irmãos» nem sempre tenho feito desse dever um compromisso assumido, levando-lhes a nossa solidariedade, a nossa companhia, a nossa palavra de Fé e de Esperança. No «Catecismo da Igreja Católica» (edição de 2005) (314 — 1503 a 1505) se refere que: «A compaixão de Jesus pelos doentes e as numerosas curas de enfermos são um claro sinal de que, com Ele, chegou o Reino de Deus e a vitória sobre o pecado, o sofrimento e a morte. Com a Sua paixão e morte, Ele dá um novo sentido ao sofrimento, o qual, unido ao Seu, pode ser meio de purificação e de salvação para nós e para os outros». E qual o comportamento da Igreja em relação aos doentes? A resposta vem-nos naquele mesmo Catecismo (315 / 1506 — 1513 e 1526 — 1527): «A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pô-la em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui sobretudo um Sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago (Tg 5,14-15): «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor». Neste dia unidos em Cristo aos que sofrem no corpo e na alma o estigma da doença elevamos ao Pai as nossas orações pelas suas melhoras e para que os seus sofrimentos sejam penhor e tributo da Redenção.