Este ano a referida festa contou com uma procissão pelas ruas da Aldeia de São José de Alcalar que terminaria com uma celebração na capela local. Segundo a organização, o objectivo da iniciativa foi uma vez mais «mentalizar os Educadores para a sua missão de proteger, guardar e iluminar, com o seu exemplo, aqueles que lhes foram confiados» e «convencer as crianças e suas famílias que estão em “boas mãos” no Jardim Infantil do Centro Paroquial». O pároco, padre Domingos da Costa, lamentou «não ser esta a realidade em todas as famílias, nem em todos os infantários, nem em todas as escolas» e voltou a lembrar o caso da Joana, a criança desaparecida na Figueira. «Infelizmente não é assim no nosso País com as instâncias que têm por obrigação defender e proteger as crianças, como o provou a tragédia da Joana que comoveu toda a gente», afirmou, acrescentando que a menina da Figueira «não teve nos seus pais biológicos, nos familiares, na escola “anjos da guarda” que a protegessem e defendessem… Pior ainda: não teve na Comissão de Protecção de Menores, cujos membros são pagos para desempenhar essa missão, a protecção a que tinha direito, porque não passam, em muitos casos, de meros mercenários a quem não doem as dores dos outros». «Ser “anjo da guarda” é missão de amor, que não pode ser paga com dinheiro», recordou o padre Domingos da Costa, salientando que, «por falta de amor, há cada vez menos “anjos da guarda” na nossa sociedade, não sendo de admirar, por isso, que haja cada vez mais crianças em risco, infelizmente até na própria família».