Tal como o José Ferro, cuja aposentação acontecera não há muito, chegou a hora doutro amigo ao completar a idade de aposentação, o "Chefe" José Guerreiro Inácio, deixou de fazer parte física deste universo da Rua do Município, após longas décadas (mais de 50 anos), em que prossegue a obra lançada na segunda década do século passado pelo saudoso algarvio e Bispo do Algarve, D. Marcelino Franco. José Guerreiro Inácio, de seu nome completo, natural e residente na vizinha Paróquia de Santa Bárbara de Nexe, entrou nesta equipa de artistas – tipógrafos onde figuravam, entre outros, numa "primeira geração" (os saudosos srs. Piedade, Raúl de Matos, Augusto Dias, e os, felizmente, vivos, Manuel Filipe, Artur Evaristo, Sérgio Moita…), ali na Rua Tenente Valadim (vulgo "Travessa dos Cavalos"), sendo Administrador o sempre saudoso Pároco de São Pedro, Padre José Gomes da Encarnação, era o dia 8 de Agosto de 1956. Mais de meio século vai decorrido… Depois foi uma vida de trabalho, de dedicação, de empenho no cumprimento do dever, atingindo nos anos 70, quando conheceu protagonismo aquilo a que chamamos a "2.ª vaga", o José Guerreiro, ascendeu a Chefe da Tipografia, funções que exerceu com aquela dedicação e seriedade que lhe é reconhecida. Para além das tarefas ligadas a várias obras tipográficas que definem a qualidade que sempre foi timbre desta casa, nelas incluímos a "feitura" gráfica dos jornais, entre outros: "Folha do Domingo", "Voz de Loulé”, "Correio do Sul", "O Encontro", "Os Jograis", "Preto no Branco", "O Olhanense", etc. Uma vida dedicada, ainda que sob o signo profissional, a servir como trabalhador, a Igreja Diocesana, interrompida apenas, a quando do cumprimento do serviço militar, entre 1963/65. Ao "Chefe" José Guerreiro o abraço solidário, fraterno, amigo e cristão, nesta hora em que encerra um capítulo da sua vida.