Todo o simbolismo da cerimónia da imposição das Cinzas reveste-se em si mesmo dessa transcendência comungante e irradiante em que nós, cristãos, acreditamos e que nos levará a, após este tempo quaresmal, revivermos a Redenção do Mestre, que é a libertação de todos os baptizados. Importa que sejamos capazes de, com fé e coragem, empenho e querer, crer e assumir, darmos testemu-nho pleno que não foi em vão o sacrifício redentor ocorrido com a vinda do Filho do Homem à Terra para nos salvar. Sinal, símbolo e presença, essa cruz de cinzas das oliveiras e outras árvores que o Sacerdote nos impõe, é um compromisso de verdade, porque para além do "lembra-te que és pó e em pó te hás-de tornar" a liberdade da ressurreição final e da bem-aventurança eterna nos indica o caminho da santidade, razão pela qual Deus nos criou. Nesta Quaresma sejamos obreiros entusiastas, construtores decididos e operários empenhados na cons-trução de um Mundo Novo onde impere o Mandamento Novo – "Que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei"! Que não seja, nem o pode ser apenas mais um período de calendário a cumprir e a viver apenas por isso mesmo, mas no decidido acompanhar do que foram estes quarenta dias da presença física entre os homens do Senhor Jesus!