Em Outubro, este mesmo País a presidir, neste 2º semestre de 2007, organiza, no Algarve, um Congresso Internacional com a presença de destacadas individualidades mundiais da política, da jurisprudência e dos direitos humanos para lançar o desafio, que vem desde há séculos e em que Portugal se assumiu em posição de vanguarda, contra a pena de morte em todo o Mundo. Duas posições antagónicas, adversas e de posições contrárias, quanto a nós, promovidas no e pelo mesmo Estado Soberano, um País com oito séculos de existência, o que lhe confere posições de charneira e de responsabilidade na matéria. Por um lado vai-se institucionalizar a morte de um feto, de uma vida, daquilo que lhe quiserem chamar mas que é a vida a dar a caminhada primeira na vida, pelo aborto plebiscitado, o que fere as nossas convicções humanas e religiosas, na vivência da fé que professamos, sem fundamentalismos, mas com a honestidade que procuramos encarar todos os actos em que estamos cometidos. Por outro lado em Outubro vai avançar-se aos olhos do Mundo e com projecto, louvável a todos os títulos, por a tal referida nossa fé defender o "Não matarás", que se procura universal, abolir, de uma vez por todas, a execução, sumária ou após julgamentos, que por vezes se prolonga, não raro, dolorosos anos a fio no chamado "corredor da morte", aguardando, quantas vezes em vão, por uma não surgida demência. São estes antagonismos que temos de considerar e encarar, com os olhos colocados na Misericórdia do Pai e manter a fé viva, autêntica e solidária que no dia 11 nos empurra a votar pelo "Não" em defesa da Vida.