Enquadrado na temática geral da família, dimensão privilegiada no Programa Pastoral daquela diocese para o próximo triénio, D. Manuel Madureira Dias dissertou na primeira noite, dia 12 de Junho, sobre o amor, nas suas várias e ricas expressões, tentando demonstrar que a beleza do amor humano advém do facto de ser participação do amor infinito de Deus. “O amor entre um homem e uma mulher, que faz comunhão de duas vidas e gera vida, é a expressão mais sublime de Deus Pai, Criador e Senhor de tudo e de todos, e sinal sagrado da aliança de amor entre Cristo e a sua Igreja”, sublinhou o Bispo Emérito do Algarve. O orador, perante uma vasta assistência, referiu-se à grandeza do Matrimónio cristão e às condições requeridas para que ele seja considerado Sacramento, um “Sacramento que supõe a fé dos noivos e a aceitação das exigências do Evangelho”. “Será que hoje em dia muitos dos casamentos, ditos católicos, feitos na igreja e pela Igreja, ainda têm alguma relação com a Eucaristia?”, interrogou D. Manuel Madureira Dias. “Em tempos não muito recuados, a preparação para o casamento passava também por aqui: a recepção dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Esta numa celebração festiva e participada por toda a família, na Missa, selando-se desta forma a aliança do amor humano e do amor divino e o compromisso da unidade e indissolubilidade para toda a vida”, recordou o Prelado. “Não será – interrogou D. Manuel Madureira Dias – que andamos por aí, muitas vezes, a fazer casamentos civis na igreja?” “E tem isto algum sentido à luz da fé e da expressão suprema do amor de Cristo que é a Eucaristia? Uma Eucaristia que nada diz aos noivos, no presente e nada dirá no futuro, porque mesmo a Missa dominical não vai entrar nos seus hábitos de vida”, concluiu.