Um colo e um lar, o afago carinhoso dos pais e a alegria de crescimento na plena integração da família são factores que definem, entre outros, toda a acuidade dramática desta questão de um universo de gente a despertar para a vida e a terem o mais sagrado direito, não apenas a decentes condições de subsistência, mas da irradiante e contagiante felicidade que só o amor pode proporcionar. «Ninguém espera por mim?» constitui o tema fulcral destas Jornadas que o Santuário promove procurando analisar o assunto em torno daquilo que o poeta definiu como o «melhor do mundo são as crianças», tal como Jesus de Nazaré o dissera há mais de 20 séculos: «Deixai vir a Mim os pequeninos porque deles é o Reino dos Céus». Em espírito e em oração, meditando na escolha de Maria para aparecer aos pastorinhos, três crianças, que tiveram o raro privilégio de serem os videntes de Fátima, viveremos estas Jornadas Nacionais sobre Crianças Institucionalizadas, pedindo a Deus Pai, através da Virgem Mãe, que depare santos e exemplares pais a todas as crianças que nos interrogam: «Ninguém espera por mim?».