Na homilia, D. Manuel Quintas, corroborando a opinião manifestada anteriormente pelo assistente do Secretariado Diocesano da Pastoral da Saúde (SDPS), concordou que o mundo e também os serviços de saúde precisam de ser humanizados. “Humanizar é igual a amar. Humanizamos quando nos amamos uns aos outros”, sublinhou o Bispo diocesano, lembrando que é preciso “mais amor nos gestos e nas palavras”. “É preciso humanizar o nosso relacionamento uns com os outros, a nossa profissão. É isto que nos torna parecidos com Deus”, afirmou, lembrando a assembleia que encheu por completo a pequena capela que “participamos na acção regeneradora de Cristo quando nos amamos uns aos outros”. “Quando entendemos isto e conseguimos pô-lo em prática não sentimos a nossa vida inútil mesmo que ela esteja limitada e marcada pela doença”, explicou. Reconhecendo que “os profissionais da saúde empenham-se em dar mais anos à vida”, defendeu ser igualmente importante, até porque “é essa a acção de Jesus”, “dar mais vida aos anos”. “Não devemos preocupar-nos só em viver muitos anos. O importante é que sejam vividos com esta intensidade”, concretizou. Recordando a Mensagem do Papa para aquele dia, D. Manuel Quintas exortou os cristãos a centrar a sua oração “sobretudo nos seres humanos mais indefesos – as crianças –, e particularmente aqueles que estão doentes”. Após a Eucaristia que foi ainda concelebrada pelos padres Joel Teixeira, António da Rocha, Joaquim Nunes e Manuel Rufino, o Bispo do Algarve visitou alguns doentes da unidade hospitalar no piso da cirurgia e na unidade de oncologia. Um dos utentes que visitou no piso da cirurgia foi o padre Steven Darcy (na foto), sacerdote espiritano irlandês, a recuperar de uma intervenção a que foi sujeito quando estava de passagem pelo Algarve.