A cerimónia, que decorreu na igreja de Santa Maria, em Lagos, integrada na Eucaristia dominical, foi presidida por D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve, coadjuvado pelo padre Abílio Almeida, prior de Santa Maria e assistente do Agrupamento 173 de Lagos, e pelo padre José Manuel Pacheco, assistente regional adjunto do CNE. Com a presença de muitos escuteiros dos diversos agrupamentos do Algarve e de elementos da Fraternidade Nuno Álvares, além da numerosa comunidade paroquial que testemunhou o acto, destaca-se, entre as diversas individualidades que se associaram à cerimónia, a vice-presidente da Câmara de Lagos, o presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião e um representante da Junta de Freguesia de Santa Maria. Esteve também presente Luís Alberto Lidington, ex-chefe nacional do CNE. Os actos oficiais estiveram a cargo do presidente da Mesa do Conselho Regional do Algarve do CNE, Luís Cabrita, que, primeiro, deu posse aos elementos eleitos para o Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional: Silvério Conceição (presidente), Alexandre Cavaco Carrilho (vice-Presidente) e Sílvia Sousa (secretária). Seguidamente, foram empossados os membros da nova Junta Regional que vai conduzir os destinos dos escuteiros algarvios no próximo triénio: Edgar Correia (chefe regional), Filomena Correia (chefe regional adjunta), Cristina Martins, José João Cercas, Rosalinda Lourenço e João Vasco Reis (secretários regionais). Nesta cerimónia destaca-se a intervenção de D. Manuel Neto Quintas, que fez uma profunda análise do CNE, o seu método, projecto e papel que desempenha na juventude e na sociedade. O Bispo do Algarve referiu-se à importância dos valores defendidos pelo escutismo para a formação integral da pessoa humana, frisando que o CNE, pela sua actualidade, «é um movimento com futuro e um movimento de Igreja». «Daí que Cristo tem de fazer parte da vida de todos os que pertencem ao CNE, de maneira particular os chefes», frisou. Sobre a inserção dos agrupamentos nas comunidades paroquiais, D. Manuel Quintas entende que «não deviam considerar-se à margem ou desenvolver programas paralelos, mas sentir-se membros vivos das comunidades, recebendo o seu estímulo e apoio», ao mesmo tempo que prestam «serviço voluntário e generoso». «Estes 3 aspectos considero-os fundamentais para que o escutismo na diocese possa ser um movimento com um dinamismo sempre crescente e de maneira particular um movimento que forme integralmente, quer humanamente, quer cristãmente os seus membros», complementou. O chefe regional do CNE, no início de uma nova e decisiva etapa para os cerca de dois milhares de escuteiros algarvios, salientou a responsabilidade dos novos dirigentes regionais na missão em que foram empossados e lembrou que o escutismo, «na realidade, é um jogo, onde se deve jogar, mas jogar sério, porque nele existem finalidades educativas, muito bem definidas, e estas contribuem, ou deverão contribuir para o crescimento equilibrado dos jovens escuteiros». Para Edgar Correia, que considerou o papel do escutismo a nível mundial determinante no «colmatar as imensas lacunas criadas pela sociedade civil, sobretudo na crise de valores que nesta se instalou», não deixou de acentuar a importância fundamental da Igreja no movimento. Citando o chefe nacional do CNE, disse que «o jogo escutista é um dos caminhos de evangelização» e que os escuteiros têm «como modelo Jesus Cristo e como inspirador Baden-Powell». «Não somos um movimento à parte da Igreja, mas sim um movimento que nasceu desta mesma Igreja e com a qual se pretende fazer caminho», acrescentou ainda Edgar Correia. Após a cerimónia, e na presença de todos os escuteiros, D. Manuel Quintas benzeu a nova viatura do Agrupamento 173 de Lagos, uma carrinha de 9 lugares oferecida conjuntamente pela Junta de Freguesia de São Sebastião e pelo Intermarché de Lagos. Seguidamente, escuteiros, familiares, entidades oficiais e convidados, participaram num almoço-convívio, confeccionado e proporcionado pelo Agrupamento 173 de Lagos. Mais fotos na Galeria de Imagens