O presidente da Caritas lembra que os serviços administrativos da instituição estão instalados há décadas numa casa cedida pelo Seminário de Faro, a quem agradece reconhecidamente, embora “sem condições”. A título de exemplo refere que “o atendimento social não é feito da melhor forma”. “Há pessoas que nos procuram e desejam anonimato e essa é uma dificuldade do edifício”, concretiza. Relativamente ao Lar da Mãe, aquele responsável entende que a construção da sede deve acontecer de forma célere e explica porquê. “Não nos fica bem estarmos constantemente a fazer campanhas para o Lar da Mãe e a obra ainda não ter surgido”, justificou, apelando aos cristãos algarvios a que “não descurem a campanha que está a ser feita no âmbito da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima”. O terreno com cerca de 1200 metros quadrados, anexo ao Centro Infantil O Despertar, outra das valências de instituição, já foi alvo de um levantamento topográfico. O próximo passo deverá ser mesmo a solicitação à Câmara de Faro da viabilidade de construção naquele espaço, disponibilizado pela Diocese do Algarve para esse fim. Para além deste projecto de maior envergadura, a vida da Caritas algarvia passa pela consecução de outras iniciativas que dão corpo à actividade social da instituição. Assim, terá continuidade a realização dos cursos de formação profissional já desenvolvidos na área de cuidados com idosos e crianças que conferem habilitação académica equivalente ao 9º ano de escolaridade, embora a instituição procure aumentar a fasquia para a equivalência ao 12º ano. Outra das finalidades da Caritas é “desenvolver uma acção social de proximidade junto das comunidades paroquiais que assim o pretendam”. Para isso foi realizado um levantamento na diocese dos grupos paroquiais de acção sócio-caritativa a apresentar em primeira mão ao Bispo do Algarve. “Permitiu-nos saber o número de grupos, de colaboradores, as suas idades, o tempo que consagram a esse serviço ou o número de pessoas que atendem”, explica Carlos Oliveira, garantindo que a Caritas está na disponibilidade de “ajudar aquelas comunidades que, por razões diversas, não têm grupos de acção sócio-caritativa” ou de enviar, aos grupos que necessitem, um técnico de acção social “para fazer o atendimento social, semanalmente, quinzenalmente ou quando for necessário, e encaminhar as situações”.