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Nuno Coelho, um novo seminarista para a diocese do Algarve

Embora reconheça que “a vontade já vinha de trás”, refere que “a vocação surgiu, há 2 anos, quando convidado pelo padre Rui Guerreiro para passar a semana da Páscoa no Seminário”. “Aquela semana marcou-me um bocado”, confessa, acrescentando ter sentido “que viver a vida sem servir não tem razão de ser”. “E penso que a melhor maneira de servir é desta forma”, considera Nuno Coelho, mostrando-se sensibilizado também com a “falta de pastores na Igreja”. Embora não tenha feito qualquer caminhada no Pré-seminário, o futuro seminarista algarvio garante que “foi uma decisão ponderada”. “Tenho consciência daquilo que vou encontrar e sinto que Deus há-de me ajudar”, complementa. O pai, que “no princípio não acolheu muito bem”, pois “ficou um bocado renitente” por não estar nada à espera, “agora já aceita bem”. “Dizia-me: isso passa-te…”, lembra Nuno Coelho. Na paróquia, o cenário foi diferente. “Todos me apoiam e esse apoio é muito importante”, faz questão de salientar. Reconhecendo que vai ser “uma mudança radical” em relação à rotina diária que vive actualmente, Nuno Coelho alegra-se sublinhando: “é uma entrega que faço da minha própria vida”. Encarregado na Câmara Municipal de Lagoa, Nuno Coelho tem diariamente sob a sua direcção 150 trabalhadores. Pediu uma licença sem vencimento de longa duração que já lhe foi concedida e que terá início no próximo dia 18 de Setembro. A maioria dos colegas de trabalho aceitaram a decisão, embora façam as perguntas normais de quem, inicialmente, estranha a opção. O futuro seminarista faz ainda questão de frisar que “a oração tem uma importância grande” e, acredita particularmente que “a oração feita nestes últimos anos na diocese tem ajudado a reforçar nos jovens a ideia de que as vocações consagradas fazem muita falta”. Nuno Coelho reconhece ainda que esse movimento orante serviu de “empurrão” para a sua decisão. O seu pároco conforma-se com a saída de um agente de pastoral “inserido em muitos trabalhos”. “Para o ano vai sentir-se a falta dele, mas… ainda bem!”, refere, acrescentando: “uma das coisas que me preocupava quando cá cheguei é que não havia sinais de jovens a despertar para as vocações consagradas. Agora é que estão a aparecer e ainda bem”. Nuno Coelho seguirá então para o Seminário Maior em Évora.

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