Segunda-feira 19 de Agosto de 2019
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“O COMPROMISSO SOCIAL DA CARIDADE E O ANÚNCIO VALENTE DA FÉ

O ministério dos diáconos encontra as suas origens no Livro dos Actos dos Apóstolos, onde sobressai a figura de Santo Estevão, primeiro mártir da fé cristã e por isso mesmo o mais representativo e conhecido dos primeiros sete diáconos. Ainda recentemente, na audiência geral de 10 de Janeiro, o Santo Padre, dedicou a sua catequese semanal a Santo Estevão, cuja importância no contexto da primitiva comunidade de Jerusalém fica clara, pelo facto de Lucas lhe dedicar dois capítulos inteiros dos Actos dos Apóstolos. Na sua catequese, Bento XVI, retomando a narração de Lucas, explicou como os Apóstolos, sentindo a necessidade de se concentrarem mais na oração e no anúncio da Palavra de Deus, escolheram sete homens de boa reputação, repletos do Espírito Santo e de sabedoria, para os encarregar do serviço social e caritativo e sobre eles impuseram as mãos. Efectivamente, no capítulo 6 dos Actos, podemos ler que os Apóstolos "escolheram Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicamor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia, …que depois de rezarem, lhes impuseram as mãos". Este gesto da imposição das mãos pode ter vários significados, desde logo salientou o Papa, o significado de se tratar de uma acção importante, que teve lugar depois de um descernimento e amadurecimento, que se desenvolve "na linha de um sinal sacramental". Para Estevão e seus companheiros tratou-se "certamente da transmissão oficial, por parte dos apóstolos, de um encargo e ao mesmo tempo da imploração de uma graça para exercê-lo". Porém, Estevão e seus companheiros, não se limitaram a desempenhar serviços sócio-caritativos. O próprio Papa o salienta, ao referir que o mais importante é que esses homens escolhidos pelos apóstolos, desenvolveram também uma tarefa evangelizadora entre os seus compatriotas e mesmo entre os estrangeiros, pois o mesmo Livro dos Actos dos Apóstolos nos mostra outro membro do grupo dos sete, o diácono Filipe a evangelizar na Samaria. Estes relatos das primeiras actividades diaconais, que culminaram no martírio de Estevão – o Protomártir – ensinam-nos, no dizer do nosso Santo Padre "que nunca se pode dissociar o compromisso social da caridade do anúncio valente da fé". Não poderemos jamais esquecer, conclui Bento XVI, que "a cruz ocupa sempre um lugar central na vida da Igreja e também na nossa vida pessoal. Na história da Igreja, nunca faltarão a paixão e a perseguição". Ao recordar a ordenação dos primeiros diáconos da Igreja do Algarve, ordenados em pleno jubileu 2000, recordamos também o Apóstolo dos nossos dias que lhes impôs as mãos, D. Manuel Madureira Dias e pensamos que vai sendo tempo de toda a Igreja do Algarve, uma Diocese que por sinal tem por padroeiro o Diácono e Mártir S. Vicente, fazer um balanço destes primeiros sete anos do diaconado permanente na Diocese e perspectivar a escolha de mais diáconos que possam servir em muitos outros locais do Algarve, que possam como Estevão em Jerusalém e Filipe na Samaria, fazer um primeiro anúncio da Boa Nova e preparar o "terreno" para a confirmação apostólica, pois também na Samaria, Filipe anunciou e converteu os samaritanos e Pedro e João lá se deslocaram para os confirmar na fé.

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