D. Manuel Neto Quintas, no início da Missa Estacional, que procedeu a adoração ao Santíssimo Sacramento, lembrou aos presentes as intenções da Eucaristia. “Somos convidados pela liturgia deste dia a centrar o nosso olhar de fé no lado aberto de Cristo na cruz, procurando ver nesse sinal a expressão mais plena do amor de Deus por nós, manifestado na pessoa de Jesus”, afirmou, acrescentando o propósito de ter igualmente presente na celebração “aqueles institutos que estão ao serviço da diocese e que se inspiram no culto ao coração de Jesus: os Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos) e as Irmãs Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus”. Na homilia, o presidente da celebração começou por se referir à dimensão humana do amor divino. “Em Cristo, Deus amou-nos com um amor humano”, referiu D. Manuel Quintas, considerando ser “difícil entender a largura, a altura, a profundidade, ou seja a abrangência deste amor”. O Bispo diocesano sublinhou que “São João viu este amor, simbolicamente presente, na sua expressão mais plena, no coração de Cristo aberto na cruz”. “São João convida a nos determos nessa fonte de todos os dons que brotam do coração aberto de Cristo na cruz”, lembrou D. Manuel Quintas, salientando a Eucaristia como “dom por excelência”. Por isso, afirmou o Prelado, “falar do culto ao coração de Jesus é falar da Eucaristia”. “A Igreja e os Sacramentos” foram ainda outros dons que o Bispo do Algarve destacou: “nasceram do lado aberto de Cristo”. E porque “a Igreja somos nós”, esclareceu D. Manuel Quintas, “podemos dizer que o coração trespassado de Cristo é a nossa maternidade”. “Hoje que se fala tanto em fechar maternidades, esta está sempre aberta”, ironizou o Pastor da diocese. Na sua intervenção, o Bispo do Algarve deteve-se ainda na referência à carta escrita pelo Papa Bento XVI sobre o culto na Igreja ao Sagrado Coração de Jesus, aquando da passagem do 50º aniversário da encíclica do Papa Pio XII sobre o mesmo assunto. D. Manuel Quintas destacou como “Bento XVI sintetiza a encíclica de Pio XII e acentua a actualidade do culto ao Coração de Jesus nos dias de hoje”. “O culto ao coração de Jesus significa abrir-se ao mistério de Deus e do seu amor, deixando-se transformar por ele”, afirmou o Bispo diocesano, fazendo referência ao documento mencionado. O Bispo da Igreja algarvia referiu-se ainda ao “tripé que resume o culto ao coração de Jesus”. “Conhecer o amor de Deus em Jesus Cristo; experimentar o amor de Deus, dirigindo o olhar para o coração de Jesus Cristo; e viver e testemunhar o amor experimentado” foram os três vértices destacados por D. Manuel Quintas, que considerou: “este culto leva-nos a passar do conhecimento à experiência pessoal desse amor na entrega confiada ao seu serviço”. “Quando praticamos este culto, não só reconhecemos com gratidão o amor de Deus, mas continuamos a abrir-nos a esse amor, de maneira que a nossa vida vai ficando, cada vez mais, modelada por ele”, constatou o Prelado. “Hoje, emprestamos a Deus o nosso coração para continuar a amar e a ajudar os nossos irmãos”, concluiu o Pastor diocesano, garantindo que “é em nós que hoje se torna visível o amor de Deus”. A todos os fiéis presentes, e de forma particular aos membros do Apostolado da Oração, o Bispo diocesano deixou um apelo. “Quem vive intensamente o amor de Deus, presente no culto ao coração de Jesus, deve sentir em si essa explosão de amor e de vida como manifestação hoje desse amor”, disse. Após a homilia, D. Manuel Quintas procedeu à instituição dos novos membros associados do Apostolado da Oração.