O Bispo diocesano, na sua reflexão, começou por identificar os três convites formulados aos fiéis pela liturgia da palavra daquele Domingo de Páscoa. «Este dia e a Palavra de Deus que acabámos de escutar fazem-nos três convites: o convite à alegria, o convite à fé e o convite ao testemunho», enumerou, garantindo que todos eles têm sentido «porque Cristo ressuscitou, venceu a morte». «Nele exultemos e nos alegremos porque a Sua ressurreição é garantia da nossa própria ressurreição», complementou D. Manuel Neto Quintas. O Prelado frisou que «o mistério da ressurreição de Cristo não é paralelo à vida do homem, nem passa ao seu lado». «Pela Sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade. Com Ele, é toda a humanidade que participa na Sua vitória sobre o pecado e sobre a morte», lembrou o Bispo do Algarve. D. Manuel Neto Quintas recordou então que «a Páscoa é verdadeiramente a grande festa da alegria». «A luz que brota da ressurreição de Jesus ilumina a nossa vida com todas as suas vicissitudes. Estimula-nos a prosseguir como peregrinos. Dá um sentido novo ao sofrimento humano e infunde nos nossos corações a alegria e a esperança», disse. Com base no Evangelho escutado, o Bispo diocesano lembrou a descoberta d’O ressuscitado feita pelo discípulo João. «Para João basta um pequeno sinal para acreditar», constatou D. Manuel Quintas, concluíndo que «o amor vê melhor, mais depressa e mais longe que do que os olhos ou a razão». «Também para nós, o encontro com Cristo ressuscitado, à luz da fé, acontecerá na medida em que acolhermos a intensidade do amor com que Ele nos amou e do modo com que deixarmos que a luz e o dinamismo que brotam da Sua ressurreição se reflictam na nossa vida e no nosso testemunho cristão», garantiu o Bispo do Algarve. Referindo-se às consequências que a ressurreição de Cristo deve assumir na vida dos cristãos, D. Manuel Quintas reporta-se à segunda leitura. «Paulo convida-nos a vivermos de acordo com a Vida Nova recebida no baptismo», relembra, considerando que «o cristão, inserido no mundo, e sem se alhear da missão que nele é chamado a prestar, não pode perder de vista o fim para que foi criado». «Professar a fé em Cristo ressuscitado é viver com coerência as implicações que essa verdade traz à nossa vida», afirmou, salientando que «as suas exigências são grandes». «Mas, – conclui o Bispo diocesano – não estamos sozinhos se nos abrirmos à força e ao impulso do Espírito, como grande dom de Cristo ressuscitado». A Celebração Eucarística de Domingo de Páscoa foi ainda concelebrada pelo cónego monsenhor Joaquim Cupertino, deão do Cabido Catedralício, e pelos padres Mário de Sousa, Joaquim Nunes, Manuel Rodrigues e Rui Guerreiro.