Quinta-feira 19 de Setembro de 2019
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O essencial desta caminhada é verdadeiramente a conversão de coração, sublinhou o Bispo do Algarve no primeiro dia da Quaresma

Com efeito, logo na Celebração Eucarística de Quarta-feira de Cinzas, dia 1 de Abril, D. Manuel Neto Quintas fez questão de recordar a todos os cristãos algarvios, representados naqueles que encheram a Catedral diocesana em Faro, os “elementos essenciais que devem marcar o ritmo do caminho de conversão quaresmal”. O Prelado começou por salientar na sua homilia que “a Quaresma, desligada da Páscoa, perde todo o sentido, pois “existe em função” daquele acontecimento, “vértice da obra redentora de Cristo, fonte de dinamismo missionário da Igreja, luz e referência de todo o ciclo litúrgico e de cada domingo”. Na sua intervenção, D. Manuel Quintas deixou claro que “o essencial desta caminhada é verdadeiramente a conversão de coração”. Referindo-se ao “tripé essencial do caminho quaresmal”, composto pela “partilha, jejum e oração”, que recordava a primeira leitura, o Bispo diocesano alertou os presentes para alguns perigos ou desvirtuamentos na vivência destes três aspectos. “A oração sem o jejum e a partilha pode transformar-se apenas em palavras vazias, sem sentido. Quando jejuamos sem a oração e partilha, podemos transformar o jejum quase num culto do próprio corpo, mais numa finalidade estética do que em partilhar o produto daquilo que nos privámos”, afirmou D. Manuel Quintas, acrescentando que “o jejum tem de ter como base a oração e como fruto a partilha”. E a este propósito, sabe-se já (por meio da Mensagem do Bispo do Algarve para a Quaresma de 2006, publicada na FOLHA DO DOMINGO na edição n.º 4625) que a receita resultante das renúncias quaresmais dos cristãos da diocese algarvia destinar-se-á a auxiliar a diocese timorense de Baucau, através do seu projecto de construção de escolas e de formação de professores. Outro dos elementos valorizados pelo Bispo do Algarve para uma vivência mais eficaz desta Quaresma é o silêncio. “Procuremos ao longo deste tempo cultivar o silêncio para que possamos escutar a Palavra de Deus com maior disponibilidade e interiorizar mais os apelos que ela nos vai fazendo”, concretizou D. Manuel Quintas.

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