Esse sentido de vida, esse percurso rumo ao Eterno, essa presença neste «acampamento» ou «passagem terrestre» devem ser vividas a cada instante, no quotidiano e no acto acontecido, sempre e, iluminados pelo Divino Espírito Santo, como Evangelho a conduzir-nos em permanente continuidade. Somos pecadores nesse mesmo prosseguido espaço temporal em que vivemos pela graça e pela mercê de Deus, traímos a liberdade que o Pai nos concede e respondemos com a traição da falta cometida à Sua misericórdia. Mas preciso é, importa que suceda, necessário que aconteça, em cada gesto, em cada esgar, em cada palavra, a concretização plena do Evangelho, com um destaque prioritário para a excelência do Mandamento Novo: «Amai-vos uns aos outros…». Infelizmente o confessamos, Irmãos, somos os primeiros a trair estes princípios que advogamos, não obstante o propósito contrito de que tal não volta a suceder, mas acontece… Que o Senhor nos perdoe! Para nós, na limitação dos conhecimentos havidos, a «Nova Evangelização» vive em muito desse propósito — sermos capazes de trazer para a rua, viver «urbi et orbi» (na cidade e no mundo) o Evangelho de Cristo e de os mostramos em gestos práticos e concretos. Esse «Evangelho do Quotidiano» deve, ao fim e ao cabo, ser o guia um, primeiro e prioritário, da nossa presença entre os nossos Irmãos, porque todos os demais, homens e mulheres, são filhos, tão queridos como nós, do mesmo Pai que está nos Céus!