Sexta-feira 20 de Setembro de 2019
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O FENÓMENO DA CRIMINALIDADE´

As estatísticas mostram-nos, de ano para ano, números cada vez mais assustadores referentes a todos os géneros de crimes cometidos à face da terra. Essa onda criminosa tem vindo avançando imparavelmente desde o fim da II Grande Guerra Mundial. A violência, nos seus mais diversos graus e formas instalou-se por toda a parte. Infelizmente, desde a eliminação brutal de pessoas inocentes até aos requintes de perversidade friamente calculada são realidades que se verificam, não de tempos a tempos, mas diariamente. Daí a preocupação com o crime organizado ou não tornou-se um estado de espírito generalizado, porque todos estão inquietos e até amedrontados… E isto verifica-se a todos os níveis tanto das pessoas como das instituições. É de notar também que este problema não se verifica apenas nos grandes centros urbanos, mas a violência e o crime atingem, hoje, mesmo as zonas rurais e menos populosas. Dos muitos estudos que têm vindo a ser publicados sobre este fenómeno apontam-se as mais variadas causas: meio social e suas influências negativas, mudança de padrões de cultura e de valores morais e ainda distúrbios glandulares. Vem a propósito recordar aqui o que o escritor francês do século XIX, Victor Hugo escreveu: “abrir uma escola é fechar uma prisão”, mas, de facto, não é de todo assim. Pois, nunca se abriram tantas escolas por um lado e se construíram tantas prisões pelo outro. Como sabemos, tanto Victor Hugo, como muitos outros, confundiu instrução com educação. É que as nossas escolas dão instrução mas educar, educar é difícil. A educação tem de se dirigir a cada aluno, a cada pessoa, daí o papel do coração e do afecto para poder atingir o outro e entrar-lhe no interior. Por isso é que o papel da família é preponderante neste sector. Alguém disse e muito bem que «a criminalidade tem um caldo de cultura: as famílias desestruturadas». Daí a necessidade de criar nas pessoas e sobretudo nas crianças não só laços afectivos, como fortalecer a sua ligação a ideais nobres e a valores imutáveis. Daí também o papel e a importância da religião, pois, tirar Deus da vida das pessoas é lançá-las, digamos assim, na maior das confusões.

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