O Mundo precisa com flagrante urgência, como que num apelo vital, em que o amor ao próximo, a justiça social e a fraternidade entre os povos, surgem em autêntico denominador comum, desse Homem Novo. Ele não é mais do que a renovação da cada um de nós, reconciliados no Mestre e com o Mestre percorrendo os caminhos do Mundo, para sermos Samaritanos a cada instante e em cada local, onde existe sempre um próximo a precisar do nosso gesto de irmão. O Homem Novo é outro Simão de Cireneia, ajudando todos os que necessitam de ajuda a carregarem as suas cruzes, os seus problemas e as suas ansiedades, como ele ajudou o Crucificado a levar o madeiro, pelas ruas de Jerusalém até ao cimo do Calvário. É-o também, na sua intenção de partilha e comunhão, outro José da Arimateia, pedindo o santíssimo corpo do Mártir como nós o desejamos sempre presente em nossa alma, fazendo-o descer da Cruz e cedendo-lhe o Santo Sepulcro. O Homem Novo é outra Verónica limpando, na Rua da Amargura, a face do Senhor com a singeleza de um gesto de quem deseja que Cristo fique para sempre gravado no seu viver. Citamos, tal como o apontam os textos evangélicos, três coevos da Paixão, três figuras do povo, nossos irmãos – gémeos de há dois milénios. Segui-los na humildade, no amor e na fé, é ao fim e ao cabo o que cada um de nós precisa para sermos nesta Tempo Pascal e enquanto Deus Pai nos mantiver na Terra, o Homem Novo que preciso é aconteça.