Tendo acompanhado o Joel Teixeira nas diversas fases da sua caminhada, o padre Mário de Sousa, destaca uma “atitude fundamental” do futuro sacerdote. “Houve da parte do Joel uma abertura aos sinais de Deus e por isso teve a coragem, depois de se aperceber – agora com maior maturidade porque a idade era outra – de que o seu chamamento passava pelo sacerdócio, de dizer sim”, salienta aquele responsável, testemunhando que o regresso foi marcado pelo “entusiasmo” e pela “alegria interior” que “é um enriquecimento para toda a nossa diocese e particularmente para o Seminário”. “Vejo no Joel um homem, decidido, sério e um homem que reflectiu e rezou a sua resposta ao chamamento de Deus e é com muita consciência que se vai entregar a Deus e aos homens”, sublinha ainda o reitor do Seminário. Reconhecendo que “cada pessoa é um caso particular aos olhos de Deus” e, “por isso cada um terá o seu próprio percurso”, o sacerdote entende que “o Joel é também um acto de confiança nos caminhos de Deus”. A propósito da saída do Seminário do jovem diácono, o padre Mário de Sousa valoriza a confiança nos designíos divinos. “Várias pessoas reagiram negativamente no sentido de ficarem decepcionadas, mas temos de ter uma grande tranquilidade, e mais do que confiar em nós e naquilo que podemos fazer, devemos confiar nas linhas que Deus vai tecendo no caminho que é irrepetível para cada um. Se para o Joel foi importante ter saído um ano para reflectir sobre a sua vida, para outros poderá não ser”, considera, acrescentando que “isto é trabalho que vai sendo feito, quer pelo próprio diante de Deus, quer pela equipa formadora que, por vezes tem elementos que outros desconhecem”. Sobre o que podemos esperar do futuro presbítero, o padre Mário de Sousa é peremptório: “um jovem com muitas qualidades, com grande sentido de responsabilidade, com uma vida cristã séria e profunda e sobretudo com uma vontade grande e alegre – que transparece em todos os seus actos – de se entregar ao serviço do reino”. Sobre a futura continuidade do padre Joel Teixeira na equipa formadora do Seminário, o padre Mário de Sousa garante que “é uma presença necessária porque, embora estejam 4 padres no Seminário, 2 são párocos”. “O que significa que apenas restam 2 padres a tempo inteiro e, se queremos fazer um trabalho vocacional sério, exigindo que um deles se desloque no fim-de-semana às paróquias, não podemos deixar os rapazes sozinhos”, afirma. O trabalho da equipa formadora O trabalho da equipa formadora, quer do Seminário de Faro, quer do Seminário de Évora – o­nde os seminaristas algarvios já estruturam a sua personalidade e acabam por reflectir com mais seriedade sobre a sua vocação – baseia-se sempre em 4 grandes vertentes, subjacentes a qualquer processo vocacional: as dimensões da formação humana, espiritual, intelectual e pastoral. Um processo que “nem sempre é fácil”, reconhece o reitor do Seminário de Faro, adiantando que “há pessoas convencidas de que têm vocação, mas que se calhar não têm as qualidades necessárias e há pessoas que tem as qualidades necessárias e o chamamento, mas têm medo de assumir a sua vocação”. Por outro lado, adverte, “o trabalho do Seminário é ingrato porque exige uma atenção e uma presença permanente e nem sempre os frutos correspondem às sementes que vão sendo semeadas”. Por isso “há que ter muita tranquilidade quer nas alegrias que vivemos quando alguém é ordenado, quer nas decepções que possamos sentir quando alguém abandona o seu percurso”, considera o padre Mário de Sousa. “O Seminário é sobretudo este tempo de aprendermos a ser cristãos, uma vida comunitária muito mais bonita e profunda e uma comunidade eclesial que em primeiro lugar procura formar bons cristãos”, salienta o reitor, convencido de que “quando se formam bons cristãos, então não há medo de se responder aos apelos de Deus porque há a confiança necessária”.