Faço-o em nome do Credo que professo e, fundamentalmente, porque para mim a "Vida é um dom de Deus", procurando, não obstante todas as quedas, falhas e tentações de cada instante, seguir aquilo que o martirizado São Thomas Moore, um das minhas grandes referências religiosas, humanas e políticas definiu como "Primeiro Deus, depois o Rei". Na minha humildade entendo-o e adopto na segunda opção como o poder instituído ou o mundo que me rodeia, mas vendo nele um imperioso dever para intervir em nome do amor devido ao Pai. Daqui que seja, declarando desde já que defendo a aplicação da justiça, com exclusão de ódios, vinganças ou opressões, mas sou contra e toda e qualquer forma de aplicação da "pena de morte", não obs-tante aquele sentimento que a todos nos é colocado e cada um de nós, a si mesmo e em meditação ou análise reflexiva, coloca: "e se fosse a um seu familiar querido contra quem o presumível culpado houvesse agido?". Por isso, a 11 de Fevereiro, uma data que me é mui querida, quer por razões familiares, na saudosa evocação a cuja memória tributo um profundo afecto de gratidão e ainda por motivações assumidas de católico algarvio, por ser o "Dia de Nossa Senhora de Lourdes" e sigo e prossigo uma afectiva devoção à Mãe de Deus, na história da Igreja do Algarve, do último século era uma das festividades maiores e inclusive efeméride dos Congressos da nossa Igreja Diocesana, irei colocar no Referendo que então ocorre e se o Senhor me dar vida, o meu "Não", que é um sim à "Defesa da Cultura da Vida"!