Segunda-feira 14 de Outubro de 2019
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«O Pão da sabedoria é a própria pessoa de Jesus», afirmou D. Manuel (Bispo do Algarve) na «Festa dos Povos» em Estoi

A abrir o cortejo processional viam-se as bandeiras da Santa Sé e de Portugal, bem como dos vários países com mais marcante presença no fenómeno da emigração e da imigração (Venezuela, França, Ucrânia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Brasil, Rússia, etc). A par das largas dezenas de cristãos de várias nacionalidades, que enchiam o templo, um destaque para a presença do Governador Civil do Distrito, António Pina e dos presidentes da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário e das Juntas de Freguesia de Estoi, Paula Brito e de São Clemente de Loulé, Pedro Teixeira. A Concelebração Eucarística foi presidida pelo Bispo diocesano, juntamente com o padre Júlio Tropa Mendes (responsável do Secretariado das Migrações e pároco de Estoi e Santa Bárbara de Nexe) e pelo sacerdote ucraniano padre Nikolai (da Igreja Ortodoxa), sendo os cânticos entoados, alguns em crioulo, pelo Grupo «Boa Esperança», com Nuno Pereira ao órgão e interpretação solista da irmã brasileira Helena Digo. «Nhor Deus, Rei di céu / Deus Pai todo poderoso / Nos nu ta lova Nho / Nu ta fia bem di Nho. . .» foi um dos cânticos que, em louvor de Deus, ali foram entoados. À homília D. Manuel, que no início da Concelebração saudara todos os participantes referindo que «A Eucaristia é uma Festa dos Povos que respondem ao chamamento do Senhor», relacionou «a palavra de Deus que acabámos de escutar e o sentido desta Festa dos Povos», referindo que muitas vezes a herança destas culturas é-nos transmitida pelos Profetas através da sua sabedoria, como a casa construída sobre sete colunas – o sinal da perfeição, encontrando «a verdadeira alegria de viver e ajudando a assumir as autênticas opções de vida». Destacou depois o texto evangélico na sua relação com o «Pão da Sabedoria que é a própria pessoa de Jesus, o banquete sinal dessa convergência da riqueza de culturas, sendo um só corpo, um só com Ele, que é a cabeça e nós os seus membros». Terminou com o apelo: «Que esta Festa dos Povos ilumine as nossas vidas com a capacidade de nos acolhermos uns aos outros no Povo de Deus». De profundo simbolismo se revestiu o Ofertório («Tudo quase as plesente de vida nom…») com o cortejo a trazer, entre danças e cânticos e a depositar no Altar flores, passaporte, a mala («com os sonhos e ilusões dos que deixaram a sus terra»), um modelo de avião («a viagem com a esperança de melhorar as nossas vidas e de valo rizar a terra que nos acolhe»), o pão e o vinho («símbolos do Amor Vivo e Divino do Corpo do Senhor»), etc. No final e antes da bênção o padre Júlio Tropa Mendes agradeceu todas as colaborações havidas, afirmando «Na Igreja não há estrangeiros, pois todos somos filhos de Deus». Nos jardins do Palácio de Estoi decorreu depois um almoço partilhado de convívio, prosseguindo a animação pela tarde em fora.

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