Baptizado com o nome de João seu pai Pedro Bernardone, rico mercador de panos, frequentador das feiras de França e talvez em homenagem à esposa que viera da Provença chamou-lhe Francisco, o «Francês». Passou a sua juventude em festas, cavalgadas, serenatas até ser alistado para a guerra que deflagrara entre Assis e Perusa. Num recontro em Colastrade, caiu prisioneiro e alguns meses depois adoeceu gravemente e, nestas circunstâncias, foi resgatado pela “Confraria dos Cativos Doentes». Foi, precisamente, na convalescença que descobriu e se começou a interessar por Jesus Cristo… Um dia, na capela de S. Damião, ajoelhado diante da imagem do Senhor Jesus, ouviu-O dizer-lhe que reparasse a Sua igreja em ruínas. Entendendo que se lhe mandava restaurar a desmantelada ermida em que estava, logo pôs mãos à obra. E não só reparou esta capela como também a da Senhora dos Anjos da Porciúncula. É de notar que foi, precisamente, nesta última capela que no ano de 1209, se lhe fez luz no seu interior sobre os desígnios de Deus a seu respeito, ao ouvir no evangelho da missa o programa de vida dado por Jesus aos discípulos. Logo ali se despojou de tudo, entregando-se todo ao serviço de Deus na pessoa dos leprosos e demais carenciados… Outros companheiros se lhe juntaram animados pelo mesmo espírito de pobreza, de humildade, de pureza, de desprendimento e de alegria na paz. Foi este ideal, o ideal franciscano que em 1210, o Papa Inocêncio III aprova e que constitui, em síntese, a Regra dos Frades Menores. E o zelo apostólico de Francisco não para mais. Com Santa Clara de Assis lança os fundamentos da Segunda Ordem Franciscana e mais tarde funda a Ordem Terceira para pessoas que desejem viver no mundo como religiosas, sem deixar o seu estado. O «Poverelo» como era chamado, o amigo de todas as criaturas, o compositor de cânticos sublimes em louvor do Irmão Sol e outros, sempre familiarizado com toda a espécie de aves e animais, o estigmatizado, recebeu a visita da «Irmã Morte» a cantar na Porciúncula… Este homem simples, pobre e humilde foi, sem dúvida, o maior renovador da Igreja na Idade Média. Por isso é que, passados menos de dois anos da sua morte, o Pobrezinho de Assis é canonizado pelo Papa Gregório IX. Além de outros epítetos S. Francisco de Assis é, hoje, venerado como padroeiro dos ecologistas.