Segunda-feira 21 de Outubro de 2019
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Obra de Santa Zita celebrou dupla efeméride

O Bispo diocesano considerou que esta deve ser atitude decorrente do regozijo em comunhão com celebração das associadas da OSZ e do Instituto Secular das Cooperadoras da Família. “Que Santa Zita, na simplicidade do seu serviço e na espiritualidade que soube imprimir à sua vocação, possa inspirar também o nosso serviço humano nas nossas famílias, fazendo disso caminho de graça e de santidade”, desejou o presidente da celebração. O Bispo do Algarve considerou ainda que “foi certamente a abertura à acção do Espírito, a partir da interpelação que lhe chegava de um grupo de empregadas domésticas da cidade da Guarda, que levou o monsenhor Joaquim Alves Brás há 75 anos a fundar a OSZ”. “O fundador desta obra foi buscar também como modelo Santa Zita porque Deus reconheceu nela, que na sua condição de empregada doméstica foi caminho de santidade”, destacou o Prelado, lembrando que a OSZ “nascia assim vocacionada para responder aos problemas que no tempo, em 1932, desrespeitavam as jovens mulheres, negando-lhes os seus direitos e não reconhecendo a sua dignidade”. “Foi com muita dedicação e sacrifício que o monsenhor Joaquim Brás meteu não só as mãos, mas também o seu coração e a sua fé ao serviço desta obra, possibilitando a estas jovens as condições para que pudessem depois vir a ser boas donas de casa, esposas e mães”, afirmou D. Manuel Quintas. A evolução do tempo levou a obra a redefinir a sua finalidade, assumindo-se como IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social, centrando sempre a sua acção no campo da formação, previdência e assistência em prol do apoio aos mais necessitados, mas sempre na família porque é essa a sua razão de ser. “A paixão de monsenhor Alves Brás não se ficou por esta obra e um ano mais tarde fundaria o Instituto Secular das Cooperadoras da Família que tem sido o apoio e o sustentáculo da OSZ, instituto que tem como missão, contribuir pela oração, vida e acção para que cada família se torne um santuário da vida e de amor”, recordou D. Manuel Quintas, constatando a actualidade e a urgência desta missão nos dias de hoje. “Quero dar graças a Deus por todo o bem semeado pelas associadas da OSZ, bem como por este instituto, não só aqui no Algarve, como em diversas partes do nosso País, da Europa e em África”, afirmou o Bispo diocesano. Maria da Conceição Rodrigues Brites, presidente nacional da OSZ, reafirmou o compromisso da instituição em continuar a realizar a missão que lhe tem sido confiada quer no contexto social, quer no contexto religioso. “Como dizia o fundador: formemos o homem, depois o cristão e depois o santo”, afirmou a cooperadora, desejando que a obra “tenha vida longa e fecunda e seja, cada vez mais, sinal de graças abundantes para todos os que dela necessitam para a sua salvação e santificação”. Mais tarde, a celebração continuou com um almoço oferecido à comunidade na sua sede a que se seguiu a projecção de um resumo dos 75 anos de vida e actuação de vários grupos.

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