A antiga catedral do Algarve apresenta sinais de degradação acentuada e a empreitada agora adjudicada respeita à substituição das coberturas das três naves da igreja, numa intervenção estimada em 350 mil euros. A obra, coordenada pela Direcção Regional da Cultura do Algarve, tem o apoio mecenático da Fundação Aga Khan, da Câmara de Silves, da Entidade Regional de Turismo do Algarve, da paróquia de Silves e do empresário Vasco Pereira Coutinho, entre outras entidades. "A igreja, propriedade do Estado, classificada como Monumento Nacional desde 1922, vinha apresentando sinais visíveis de degradação no forro das coberturas, há mais de seis anos, tendo sido feito o projecto de diagnóstico e proposta de intervenção em 2006", explicou a Direcção Regional da Cultura em comunicado. "O espaço das naves foi declarado interdito (..) há mais de dois anos, e encerrado ao público por razões de segurança", referiu a instituição, adiantando que as obras deverão demorar quatro meses. Depois desta cerimónia, a secretária de Estado Paula Fernandes dos Santos deslocou-se a Tavira, onde visitou as obras de restauro das coberturas das naves laterais da igreja de Santa Maria do Castelo. Classificada como Monumento Nacional desde 1910, a igreja "necessitava há já largos anos de obras de restauro das suas coberturas, que se apresentavam em mau estado de conservação por falta de intervenção há mais de duas décadas, estando por isso em risco todo o seu interior, no qual se alberga uma colecção de arte sacra do núcleo museológico do mesmo templo", acrescenta a Direcção Regional da Cultura, salientando que estas obras custaram cerca de 70 mil euros. "Estas duas intervenções, no corrente ano, permitem acorrer às questões mais graves e prementes que requeriam intervenção urgente no Algarve, cujo estado de conservação tinha determinado que fossem inscritos na lista de património arquitectónico classificado em risco", acrescentou ainda a instituição.