Sexta-feira 23 de Agosto de 2019
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Olhão: uma campanha orquestrada

Qualquer pessoa medianamente racional e que minimamente conheça a vida das comunidades cristãs, percebe que o que está por trás destes acontecimentos são outras motivações. Ninguém de bom senso acredita que um padre ande em cima de telhados a atirar pedras a cegonhas ou a colocar paus com pregos nos ninhos, aliás ninhos que estão em pináculos habitualmente inacessíveis. As autoridades que face às denúncias foram ao local no cumprimento do seu dever, constataram que os ovos estavam intactos no ninho e as cegonhas também lá continuavam. Nenhuma pessoa, poderá racionalmente defender que uma procissão nocturna tenha lugar com chuva e ventania. Tudo isto são pretextos utilizados para uma campanha preparada contra o pároco de Olhão por parte de pessoas que, regra geral, vivem quotidianamente “divorciadas” da Igreja, completamente afastadas da catequese, da Eucarístia dominical, da vivência da fé e da moral cristãs, mas que se sentem com o direito à celebração dos Sacramentos como se fossem católicos praticantes. Por exemplo, pessoas que em vida nunca foram à missa dominical, mas que quando morrem, a família julga ter o direito de exigir “missa de corpo presente”! Pessoas que constituem família à margem do matrimónio cristão, desconsiderando/desprezando o Sacramento do Matrimónio, muitas vezes por razões fúteis, mas que quando nascem os filhos “fazem questão” de exigir o Sacramento do Baptismo, sem sequer oferecerem garantias mínimas de educar as crianças na fé! Querem viver uma vida sacramental à ”la carte”. Apenas para o que interessa ou convém! Quantas vezes, quando os pais vivem um casamento irregular face às leis da Igreja e a Igreja pede, num último esforço para celebrar o Baptismo, padrinhos de vida cristã que possam ser efectivos garantes da educação cristã das crianças e os pais insistem em propor padrinhos que vivem situações igualmente irregulares, escolhidos unicamente por razões sociais… Neste âmbito já se chegou ao cúmulo de propor padrinhos que nem baptizados são! Como se vê a ignorância é atrevida e os ignorantes sentem-se detentores da verdade absoluta. Foram todo este tipo de situações, de descontentamentos e desentendimentos que vieram à superfície na noite de Sexta-feira Santa em Olhão, no culminar de uma campanha, preparada e orquestrada, por um pequeno grupo de despeitados e insatisfeitos por este género de questões. O pároco e a paróquia de Olhão ao adoptarem estes critérios pastorais são fieis às leis da Igreja e às orientações diocesanas. Não merecem qualquer censura por esse facto. Pelo contrário, são dignos da solidariedade de toda a Igreja diocesana. O preço da sua fidelidade foi o martírio da exposição mediática, dos insultos e ameaças, das invectivas e do cerco à Igreja, foi a “crucificação” na praça pública em noite de Sexta- feira Santa. Aqueles que queriam reviver processionalmente as cenas da Paixão de Cristo, na cegueira da sua obstinação, nem se deram conta, que parcialmente as reproduziram ao vivo, tranformando as ruas de Olhão no Pretório de Pilatos.

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