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OS CAMINHOS DE DEUS E OS DOS HOMENS

Também é incontestável, entre os cristãos, que Deus se tem empenhado, ao longo dos tempos, em apontar, aos homens, os seus caminhos, porque o Seu testamento, a Bíblia, desdobra-se em veementes apelos, nesse sentido. Foi a pensar nestes princípios que, folheando a Sagrada Escritura, nos deparamos com o salmo 116, no seu versículo 9, o­nde se lê: “Caminharei na terra dos vivos, na presença dos Senhor”. Esta é, com certeza, a expressão da fórmula exacta da nossa aspiração máxima, sobre a terra: Ascender a Deus… De facto, a Fé que professamos, a vivência baptismal que está nos nossos objectivos e a nossa opção por Cristo impelem-nos para este belo e nobre ideal. Por isso, a Igreja Católica tomou esta passagem bíblica e fez dela um refrão, que os cristãos cantam, muitas vezes nas igrejas, designadamente, nos actos litúrgicos. Detenhamo-nos a analisá-la. A nossa caminhada para Deus ao longo da vida, segundo o referido Salmo, é feita no mundo em que vivemos – “terra dos vivos”. Não queiramos, portanto, sair dele, nem abstrairmo-nos dele; porque é, unicamente, nele e com ele, que temos de efectuar esta caminhada para Deus. Enganamo-nos, por isso, sempre que tentamos criar espaços de isolamento, por pensarmos que o mundo é mau, está perdido e deve ser rejeitado. Esta consciência da nossa integração no mundo em que vivemos levar-nos-á, com certeza, a dialogar e a confrontarmo-nos com todos os homens, da terra e com Deus… Esta nossa integração na comunidade dos homens, é, assim, um elemento primordial, da nossa perfeita e completa realização pessoal, no mundo em que vivemos… Há, ainda, outro aspecto, que devemos ter em linha de conta. As caminhadas (viagens) de hoje fazemo-las, regra geral, pelas auto-estradas. Porquê? Porque é por aí que seguem as multidões, à procura das facilidades do percurso e dos apoios disponíveis. Porém, existem alternativas: Ruelas, atalhos, veredas… por o­nde caminhamos, muitas vezes, sozinhos, mas mais ao nosso gosto, porque estas vias ajustam-se melhor à nossa personalidade e/ou ao teor da nossa vida quotidiana… Transpondo esta realidade humana para o âmbito da Fé, constatamos que, muitos de nós, optamos por seguir o Senhor, por caminhos frequentados pelas maiorias: Organismos, movimentos, concentrações, congressos, peregrinações… Mas, muitas vezes, apercebemo-nos de que não vamos a lado nenhum por aí, porque nos ficamos, apenas, pelos entusiasmos momentâneos. Então, experimentemos outros caminhos de Deus, os atalhos, muito pessoais, muito consonantes com a nossa sensibilidade: Oração individual, reflexão pessoal, diálogos e confrontações espirituais com Deus e com os irmãos… São estes os verdadeiros caminhos que nos levam a Deus, nos ajudam e confortam neste mundo – sobretudo nas ânsias e incertezas da vida – e nos trazem a paz interior, a tranquilidade de espírito e a alegria de sermos santos. Se não chegamos aqui, erramos o caminho que encetamos, seja ele qual for…

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