Segunda-feira 11 de Novembro de 2019
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OS FOGOS FLORESTAIS E O CRISTÃO

Este mundo admirável, no sentido de presença mais do que todas reveladora da presença de Deus entre nós, na qual se inclui o próprio homem, como referência «criada à imagem e semelhança do Pai», é uma referência dessa generosidade divina, quer na sua riqueza como na harmonia, na beleza e no hino constituído à vida. Entre as grande calamidades que mais têm assolado o nosso País e de modo muito específico, nalguns anos recentes, a nossa Diocese, figuram os fogos florestais, que reduziram milhares e milhares de hectares da bela serra algarvia, provocando estragos incomensuráveis e enormes manchas negras. Se destruído foi o trabalho abnegado de gerações e gerações dessa boa, humilde, generosa e fraterna gente serrana, foi também tocada a obra criadora de Deus, que sobre a Terra lançou esse mistério admirável e que a todos nos toca, que é a Vida, qualquer que seja a sua expressão ou forma. Daqui que a todos nós, independente de nos declararmos em concordância plena ou não com o «Credo», na plena aceitação e vivência de uma profissão de fé, sejamos co-responsáveis pela manutenção do apelidado de «Planeta Azul», mas neste caso em análise, do mundo maravilhoso da floresta. A serra algarvia, o pulmão verde desta terra sulina, não pode continuar à mercê de descuidos indesejáveis ou de atitudes reprováveis. Em plena época dos fogos florestais que neste início de Junho, de modo próprio ali na sacrificada Serra do Caldeirão, onde se produz a melhor cortiça do Mundo, de modo próprio na Paróquia de Cachopo, já marcaram de forma algo significativa o seu doloroso estigma, todos somos chamados, inclusive na gratidão devida à generosidade de Deus Pai, no seu gesto criador, de actuarmos como verdadeiros guardiões, quer pela pedagogia actuante como pelo gesto concretizado, deste admirável mundo que nos foi emprestado na caminhada para o Senhor!

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