Segunda-feira 28 de Outubro de 2019
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OS NOVOS MÁRTIRES DA TERRA SANTA

Ainda há poucos dias, Monsenhor Elias Chacour, Arcebispo da Galileia, enviou uma carta à “Fundação Ajuda à Igreja que Sofre” o­nde caracteriza a presente situação dizendo que para os cristãos da Galileia – cidadãos de Israel, apesar de serem árabes – o perigo de serem atingidos é maior do que para os judeus, uma vez que “ a maioria das irmãs e irmãos judeus têm abrigos subterrâneos, ao passo que estes (abrigos) não existem nas povoações árabes. A fuga das zonas que estão a ser bombardeadas também é dificil, porque os árabes, por exemplo, não têm possibilidade de ir para Tel Aviv, como fazem os judeus da região”. Mas não se pense que estes incómodos e descriminações são apenas criados pelo Estado de Israel. Também a Autoridade Palestiniana, especialmente desde que o Hamas ganhou as eleições, tem tornado a vida dos cristãos palestinianos num verdadeiro inferno, com perseguições e manifestações de intolerância religiosa, ao ponto de um cristão de Belém desabafar que “tornou-se horrível viver aqui… desde as eleições, a situação vai de mal a pior”. Ser cristão na Terra Santa, em Israel ou nos territórios autónomos da Palestina, ou até mesmo no Líbano, é um verdadeiro martírio. Em consequência, só em Israel/Palestina o número de cristãos decresceu nas últimas décadas de 20% para menos de 2% da população residente, cifrando-se actualmente em cerca de cento e cinquenta mil pessoas. Contrariamente ao que algumas pessoas possam pensar, os cristãos não têm qualquer responsabilidade no conflito que actualmente alastra no Médio Oriente. Porém, os poucos cristãos que ainda vivem por aquelas paragens, tornam-se em alvos fáceis dos ódios de ambos os lados. Por este andar, corre-se o sério risco de em breve, não existirem cristãos na terra de Jesus, que possam guardar os Lugares Santos, acolher os peregrinos e serem testemunhas vivas da fé no Ressuscitado. Os poucos que teimam em resistir, sofrem heróicamente e muitos acabam por se tornar mártires. Os tempos que se avizinham, com o alastrar dos fundamentalismos, dos fanatismos e dos cultos idolátricos aos líderes político-militares, não perspectivam melhorias, muito antes pelo contrário.

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