Vítor de Freitas e Cidália Maria explicam à FOLHA DO DOMINGO que o acontecimento, mais do que uma honra, será um dom e uma graça para toda a família. O pai admite mesmo que nem todos os membros da família estejam ainda conscientes do que significa a ordenação sacerdotal do António de Freitas. Vítor de Freitas diz estar a viver um dos momentos mais felizes da sua vida, comparável embora de outra forma, ao dia dos casamentos dos seus outros filhos. Os pais do diácono António de Freitas referem mesmo que a vocação do seu filho abriu a porta para a sua participação mais consciente, activa e intensiva na Igreja. “Se o António não tivesse entrado para o Seminário nós não teríamos o conhecimento que temos, nem estaríamos a prestar o serviço que hoje prestamos”, assegura Vítor de Freitas. “Estávamos longe de imaginar o que era a Igreja. Éramos católicos mas não muito conscientes”, reconhece o pai do futuro padre, adiantando que a sua participação mais activa teve início com a realização do Curso de Cristandade e com a recepção do sacramento da Confirmação. Vítor de Freitas e Cidália Maria confirmam que desde cedo notaram o gosto do António de Freitas pela Igreja. “Desde pequenino teve tendência para ir à missa comigo e à catequese”, recorda a mãe. No entanto, os pais reconhecem que estavam longe de imaginar que o seu filho mais novo algum dia entraria no Seminário. “Quando soube fiquei surpreendido mas aceitei”, relata o pai, considerando que o seu filho “foi benzido por Deus” a partir da sua concepção. Hoje testemunha sentir “uma grande responsabilidade” como pai de um futuro padre. “Comecei a ter outra postura”, confessa, lamentando que haja pessoas “que não sabem o que é a Igreja” e que lançam algumas “farpas”. “Não sabem o que é o dom de Deus para os pais de um futuro padre e até para o próprio ordenando”, explica Vítor de Freitas.