A Eucaristia procurou então, em comunhão com a Igreja de todo mundo, ser momento de oração «por todos aqueles que estão ao serviço, como vocação e missão, da saúde de todos os doentes». D. Manuel Neto Quintas que começou por lembrar na sua homilia que «Deus é a nossa origem e o nosso fim», sublinhou que «só dando a primazia da nossa vida a Deus, é possível alcançalmos a felicidade que Deus tem para nós». À assembleia presente, constituida por doentes e pessoal técnico do HDF, bem como por outras pessoas que se quizeram associar à celebração, salientou alguns aspectos da mensagem do Papa para o XIII Dia Mundial do Doente, este ano centrada, de maneira particular, nas suas doenças que atingem o continente africano. «De todas elas, o Papa salienta de maneira particular ao flagelo da SIDA “que semeia sofrimento e morte em numerosas zonas da África” e que conflitos e guerras, de diversa ordem, dificultam ou mesmo impedem a realização de intervenções destinadas a prevenir e curar esta e outras doenças», salientou o Bispo diocesano, reforçando o apelo do Sumo Pontífice de que «todos devem sentir-se comprometidos na luta contra a SIDA». «Esta doença apresenta-se também como uma “patologia do espírito” que só com a incrementação da prevenção através de uma adequada educação para o respeito pelo valor sagrado da vida e a prática correcta da sexualidade é possível combater», afirmou D. Manuel Quintas. Destacando o tema que a Comissão Nacional da Pastoral de Saúde lançou para assinalar o XIII Dia Mundial do Doente, – “Educar para a saúde também é evangelizar” – o Prelado esclareceu que «educar para a saúde é prevenir todas as doenças», particularmente a SIDA. «É uma forma de anunciar o Evangelho, porque é uma forma de promover a pessoa humana», complementou, referindo a urgência de, nos dias de hoje, ser «urgente trabalhar ao nível da prevenção». Ainda na sua homilia o Bispo do Algarve quis unir a sua voz à do Papa, «secundado o apreço e a admiração que ele manifesta na sua mensagem, por quantos trabalham no campo da saúde, neles incluindo os voluntários e os assistentes religiosos e particularmente aqueles que, como bons samaritanos, dedicam a sua vida às vítimas da SIDA e se ocupam dos seus familiares». «A atenção que somos chamados a dedicar ao doente e necessitado é motivada certamente, por razões humanas, mas também, à luz da fé, pela nossa adesão à pessoa de Cristo, cujo rosto reconhecemos nas feiçoes de cada pessoa que sofre», lembrou D. Manuel Quintas, acrescentando que «é a fé que estimula a comprometermo-nos profundamente na cura dos doentes, é a esperança que nos dá a capacidade da persistência nesta missão, é a caridade que nos sugere a aproximação justa às diversas situações e motiva para a resposta mais adequada». O Bispo diocesano lembrou ainda os presentes, particularmente os doentes, que «o sofrimento, oferecido a Cristo, transforma-se em acto redentor, gerador de vida e de esperança, constituindo os que sofrem como seus colaboradores na redenção do mundo». Após a Eucaristia que foi concelebrada pelo capelão daquela unidade hospitalar, o padre António Coelho, e pelo padre Joaquim Nunes, seguiu-se um almoço oferecido pela administração do HDF.