Conforme nos explicou o director do CPC, Albino Martins, para além do sítio da Feiteira (que será o primeiro), o objectivo é apoiar também, de forma mais directa, os habitantes de Mealha, Vale João Farto e Relvais, pois, “embora com recursos muito limitados”, “o CPC está naquela localidade para servir a população da freguesia, estando aberta a todas as possibilidades de acção que leve ao serviço daquela gente para que tenham uma melhor qualidade de vida e igualdade de oportunidades”. No caso da Feiteira (a 10 quilómetros de Cachopo), a ideia é criar um Centro de Convívio que seja um pólo do CPC, o­nde, “para além do apoio à população idosa daquele lugar, sobretudo para que possam estar juntos, conviver e serem acompanhados pela instituição, haja também uma série de serviços de apoio à comunidade local, tais como um Espaço Internet, uma Escola de Artes e Ofícios e uma Biblioteca/videoteca”. Para além destes, “o Centro de Convívio da Feiteira disponibilizará ainda estudo acompanhado e ensino recorrente de inglês, informática e 1º ciclo, com vista também à alfabetização da população”, bem como a “promoção de jogos tradicionais” e o “incentivo ao voluntariado no apoio aos mais idosos”, esclareceu Albino Martins. O protocolo, agora formalizado com o Estado português, prevê o financiamento para readaptação de um edifício que já existia e que, depois das obras, irá ficar apto para acolher o projecto. O imóvel, que nunca teve qualquer utilidade antes da paróquia o aproveitar para a realização de catequese e para a celebração da Eucaristia de 2 em 2 meses, foi construido por uma Cooperativa que, apesar de se ter constituído para a sua construção, encontra-se inactiva há cerca de 15 anos. “Contactámos a Cooperativa e pedimos o apoio à Câmara Municipal de Tavira, no sentido de resolver o problema em relação à propriedade do imóvel, porque nem sequer se encontrava registado. A Cooperativa cedeu o imóvel à autarquia, que por sua vez nos cedeu agora por um período de 50 anos”, explica o director do CPC. Aquele responsável garante ainda que “a reabilitação do edifício vai custar cerca de 70 mil euros, dos quais 70 por cento são comparticipados pelo Estado e os restantes 30 por cento será a Câmara de Tavira a assumir, sendo que neste momento está já formalizado o acordo entre a edilidade e o CPC para esse finaciamento”. “Se a obra exceder aquilo que está orçamentado a autarquia assumirá também os custos”, acrescenta ainda Albino Martins. Depois do concurso, que deverá demorar cerca de 2 meses, a obra deverá ser concluída em 6 meses. Se a experiência da Feiteira for “bem agarrada”, o director do CPC confidencia que a ideia é “criar o mesmo tipo de equipamentos noutros lugares da freguesia”. Ao que a FOLHA DO DOMINGO apurou, na Mealha por exemplo, as possibilidades são várias: ou a aquisição conjunta com a autarquia de um imóvel degradado, ou de um terreno para construção de um novo edifício, ou a oferta, por parte de população local, de um espaço, ou ainda a utilização, durante a semana, das instalações de um Clube de Caça, que já se disponibizou para o efeito. No Vale João Farto há a possibilidade de oferta de um terreno, embora o sítio fique relativamente perto da aldeia e haja outras prioridades. Nos Relvais existe um espaço “relativamente recente” e que “está desaproveitado” que também é uma possibilidade. Albino Martins acredita que “os equipamentos desta natureza podem gerar também emprego nos lugares mais distantes da sede de freguesia, ajudando a fixar aí as pessoas”.