Terça-feira 17 de Setembro de 2019
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Paróquia de Lagoa tem-se adaptado ao turismo e implementado o crescimento da catequese

Esta semana revelamos aqui algumas das características daquela comunidade paroquial. Nossa Senhora da Luz de Lagoa é uma das paróquias do litoral algarvio que sente a marca da sazonalidade turística impressa pelos afluxos de estrangeiros e também de alguns portugueses. A paróquia, entregue há 15 anos aos cuidados do padre José Nunes, tem procurado adaptar-se a essa realidade e o crescimento das suas duas comunidades mais junto ao mar tem-se feito notar. Na vila de Carvoeiro, o principal centro turístico de Lagoa, a comunidade católica chega, por vezes, a acolher, na Eucaristia dominical, a presença de mais de 80 estrangeiros. Sobretudo no Verão, quando “a presença de turistas duplica”, como confirma o pároco. Para além deste facto, a própria capela é partilhada com a comunidade da Igreja luterana constituída por muitos alemães. O padre José Nunes sublinha a importância do acolhimento dos que chegam de fora. “As pessoas que vêm de férias, vêm para descansar por uma ou duas semanas e não podemos esperar que venham integrar-se nos serviços da paróquia. Os que são praticantes procuram alimentar a sua fé e só precisam de ser acolhidos”, considera o pároco, lembrando que, dos visitantes, “a maioria são ingleses”. A esses, a paróquia acolhe-os, à semelhança do que acontece noutras comunidades algarvias, disponibilizando-lhes a tradução dos textos da Celebração Eucarística em inglês. Para fazer face ao crescimento da comunidade, o pároco avançou há alguns anos com a ampliação da capela local e aproveitou ainda para construir mais 2 salas para a catequese que, pela estratégica localização, conseguem acolher mais cerca de 70 pessoas para as celebrações da Eucaristia. A outra comunidade da paróquia lagoense é Vale D’El Rei. Embora não se compare com a dimensão de Carvoeiro, naquela comunidade, situada a 8 quilómetros da sede do concelho, foi construída uma igreja, inaugurada em Setembro do ano passado. “A princípio, – lembra o padre José Nunes –, não havia espaços para nada”. “A comunidade surgiu com pequenos grupos bíblicos que se reuniam nas casas dos seus membros. Começámos a reunir-nos numa sala pequena e depois, já com 20/30 pessoas, passámos para a escola”, esclarece, testemunhando que depois, “as pessoas começaram a manifestar o desejo que se fizesse uma igreja”. “Quando ficou terminada a cave da igreja passaram a participar 70/80 pessoas. Com a igreja concluída, esse número aumentou para 180. Hoje, com 180 lugares sentados, já ficam pessoas de pé na igreja”, complementa o sacerdote que recorda as resistências iniciais. “As pessoas perguntavam-me: para quê uma igreja tão grande?”, recorda o pároco, justificando a decisão acertada pois considera que no futuro haverá ainda “uma expansão maior naquela zona”. Juntamente com a igreja de Vale D’El Rei foram construídas 5 salas para a catequese, um sector da pastoral para o qual o pároco não se tem poupado a esforços para criar melhores condições. “As crianças, se não tiverem lá catequese, não são trazidos pelos pais à sede da paróquia”, constata o padre José Nunes, para quem os idosos também “perderiam o contacto com a Igreja”, se a paróquia não fizesse este esforço de ir ao seu encontro. Esse cuidado do pastor com as suas ovelhas, sobretudo as mais novas, foi precisamente a motivação de dotar também a igreja paroquial de melhores condições para a catequese. No lugar de um antigo quintal, sem grande utilidade, o pároco construiu, há 4 anos, o Centro Paroquial de dois andares, com 7 salas e casas de banho, que servem não só para a evangelização das crianças, como também para outras acções. O padre José Nunes garante que agora, “depois de criadas condições”, “são muito mais os miúdos” que frequentam a catequese paroquial, que conta actualmente com 486 catequizandos. “Fazem falta muitos mais catequistas”, considera Maria Conceição Santos Maria Conceição Santos, catequista e membro do grupo coral, entende que a paróquia tem progredido e aponta como sinal desse crescimento a catequese. “Temos de louvar a actividade do padre José Nunes, na medida em que se tem preocupado muito com esse sector”, afirma, considerando, no entanto que “fazem falta muitos mais catequistas”, tendo em conta o número de catequizandos que a paróquia acolhe. “Temos tido a felicidade de conseguir, todos os anos, catequistas fazer o curso de iniciação, mas continuam a ser poucos”, constata.

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