Conheça os motivos desta situação. A paróquia de São Sebastião de Lagos está, desde o ano 2001, a braços com o problema de não conseguir terminar um projecto que contempla, para além da igreja já construída e inaugurada nessa data, um centro paroquial na comunidade do Sargaçal. Tudo porque, – garante o pároco –, “não há dinheiro”. O padre Joaquim Correia lembra que a igreja custou na altura “cerca de 20 mil contos” e que, apesar do projecto estar aprovado pela Câmara Municipal de Lagos há cerca de 10 anos, a paróquia não tem possibilidade económico-financeira para suportar a segunda fase da construção, calculada naquela altura em 25 mil contos. Uma obra que contempla, para além de 3/4 salas de catequese, uma residência paroquial (com três quartos, cozinha, sala de estar, escritório e duas casas de banho), um salão para 100 pessoas sentadas e um claustro aberto ao exterior. Apesar de ter contado com a comparticipação da autarquia que, para a construção da igreja, atingiu o valor de 5 mil contos, o pároco assegura que agora não existe a mesma disponibilidade. “Há 2 anos pedi dinheiro à Câmara para esta nova fase do projecto e deram-me 1000 contos”, justifica. Entretanto, o terreno, doado há 40 anos à paróquia, continua à espera de ver o complexo paroquial crescer e corre mesmo outros perigos, segundo o padre Joaquim Correia. O sacerdote testemunha que, “pelo facto de não existir qualquer muro ou vedação”, até os próprios vizinhos já têm feito as suas construções “entrar pelo terreno paroquial” adentro. Desgostoso com a situação, o pároco lembra ainda que a construção do salão iria ainda beneficiar a sede da paróquia de São Sebastião que também não possui qualquer espaço do género, nem conta com possibilidade de se poder alargar. Embora reconheça o maior desenvolvimento actual da localidade vizinha do Chinicato, o padre Joaquim Correia lembra contudo que, “quando o projecto do Sargaçal foi iniciado, o Chinicato tinha apenas cerca de 500 habitantes”.