O sacerdote, que testemunha ser necessário realizar “uma pastoral dominical geral” e não pormenorizada, garante que “tem havido a preocupação de ir ao encontro das necessidades das pessoas”, particularmente no Verão, quando a celebração dominical da Eucaristia se desdobra por quatro ou cinco horários distintos para poder responder à grande afluência de fiéis e às suas necessidades. “É um trabalho muito gratificante que é reconhecido pelas pessoas”, confessa o padre Joaquim Beato, confirmando que “a percentagem de estrangeiros não é muito grande”, embora existam muitos por aquelas paragens que são acolhidos ao domingo através da entrega das leituras em inglês. “São mais os portugueses que vêm de outras regiões”, explica o pároco, acrescentando que “a pastoral com as pessoas da terra faz-se de fins de Outubro até princípios de Maio”. Depois de Maio, as comunidades são “absorvidas e dominadas pelos visitantes, até porque as pessoas aproveitam o trabalho que a partir dessa altura os visitantes lhes proporcionam”, complementa o sacerdote que testemunha o crescimento daquelas freguesias nos últimos anos, no caso de Armação de Pêra, com a vinda de pessoas estranhas à terra. “A grande maioria dos habitantes de Armação são pessoas de outras freguesias (sobretudo do norte e centro do País) que se instalaram aqui, mas que não têm aquela afinidade com a terra”. Já Porches, por ser uma freguesia muito mais antiga, explica o prior, “é uma terra onde as pessoas mais antigas têm um sentido mais apurado de freguesia e de paróquia”. “Porches é uma paróquia antiga, com uma raiz muito secular, com uma tradição religiosa muito grande, dividida entre a zona do barrocal (sobral) e a do mar. Era das terras mais importantes desta área”, salienta o padre Joaquim Beato. Por outro lado, enquanto Porches é uma freguesia com uma área “bastante grande”, de tal forma que até os paroquianos do barrocal têm dificuldade de se deslocar à sede da paróquia, Armação é “muito pequenina territorialmente”. O sacerdote recorda ainda que, quando ali chegou em 1974, Armação de Pêra era “um lugarzito pertencente à freguesia de Alcantarilha”, “uma aldeiazinha de pescadores que trabalhavam no mar durante o Verão e no Inverno dedicavam-se à agricultura”. O padre Joaquim Beato assegura ainda que, no aspecto litúrgico tem havido “um empenhamento muito grande”, não só no sentido de valorizar as celebrações, “através do canto, da participação e sobretudo através da seriedade com que se fazem as coisas”, mas também na administração do Sacramentos.