Luís Lopes, um dos principais impulsionadores da iniciativa e membro do movimento ‘Algarve pela Vida’, responsável pela organização em colaboração com a associação ‘Sabor da Vida’ e a Associação Evangélica Portuguesa, foi um dos primeiros a intervir. "Porque não se preocupam em dar subsídios às mulheres para que elas sejam apoiadas?", interrogou Luís Lopes, lembrando que "o embrião é vida e não é propriedade, nem corpo da mulher". "Não podemos viver numa sociedade em que para dar o direito à mulher para optar, neguemos o direito à criança a nascer", afirmou, recordando que "a lei tem que defender os direitos dos seres humanos mais frágeis". Luís Lopes sugeriu a adopção de "políticas que poderiam combater todo este problema", referindo-se a uma "política de educação sexual, mas com educação para os afectos". Sobre a questão das prisões afirmou: "nenhum de nós quer ver mulheres presas ou julgadas, mas nenhum de nós acha justo que um embrião possa ser morto sem mais". "Já ouvi dizer: vocês querem impor-nos uma moral. E eu pergunto: e as pessoas que vão votar ‘sim’ também não estão a querer impor-nos uma moral? Querem impor-nos a moral de que se pode matar um embrião e que isso é legítimo. Então temos é de escolher a moral certa e não a moral errada", concluiu, frisando que "é ridículo andarmos a defender – e bem – os animais e depois não termos uma lei que defenda o ser humano". "Não pode dizer que respeita os direitos humanos uma sociedade que se quer solidária, mas que depois permite, incentiva e paga a morte do embrião que antigamente estava num dos lugares mais seguros e que agora pode passar a ser mais perigoso do que andar na Estrada Nacional 125", ironizou Luís Lopes, criticando o apoio à mulher preconizado nesta proposta. "Toma, faz um aborto e depois vai à tua vida que eu já te ajudei. Essa não é a ajuda que queremos. Ajudem de facto as crianças a nascer numa Europa que está a morrer se continuar a haver retrocesso com estas políticas pró abortistas e contra a família", pediu. Durante a tarde interviram ainda advogados, médicos e enfermeiros pelo ‘não’ no referendo do próximo domingo.