Discutiram-se, numa reflexão aprofundada, os métodos e práticas que, segundo o Catecismo da Igreja Católica, «constituem uma forma excepcional de caridade desinteressada». Assim, reflectiu-se, concretamente, sobre a terapia da dor, quimioterapia e radioterapia, assistência psicológica etc… Discutiu-se, igualmente, o problema da eutanásia que é «moralmente inaceitável pela Igreja». Neste particular a Conferência abordou a prática do uso de analgésicos para aliviar os sofrimentos do agonizante, que pode ser «conforme com a dignidade humana se a morte não estiver nas intenções, nem como fim nem como meio, mas somente prevista e tolerada como inevitável». Recordou-se ainda a declaração final da V Assembleia da Academia Pontifícia para a Vida, que decorreu de 24 a 27 de Fevereiro de 1999, sobre a «dignidade do agonizante» que «a vida humana é sagrada e inviolável em todas as suas fases e situações. Um ser humano nunca perde a sua dignidade em qualquer circunstância física, psíquica ou relacional em que se encontre. Portanto, todos os que estão em processo de morte merecem e exigem o respeito incondicional que é devido a toda a pessoa humana». Ao mesmo tempo a Academia Pontifícia, assessorada por um grupo de peritos de várias nacionalidades e representantes de diversas disciplinas biomédicas como biologia, psicologia, medicina, filosofia, teologia e direito, apresentaram o resultado dos seus estudos levados a cabo durante um ano de investigação… Assim, do princípio geral enunciado decorre a atitude do médico que, consciente da proximidade da morte, «deve reconhecer os limites da ciência médica e da sua intervenção pessoal e aceitar a inevitabilidade da morte». E o documento vai mais longe exigindo que o técnico evite «toda a espécie de «obstinação terapêutica» e que favoreça a aceitação da morte. Por outro lado pede-se igualmente, que o pessoal da saúde prossiga com a aplicação da chamada «terapia proporcionada e cuidados paliativos». Deste modo, «o controlo da dor, o acompanhamento humano, psicológico e espiritual dos pacientes», são factores tão importantes como as intervenções terapêuticas e daí a necessidade da formação do pessoal de saúde também nestes pontos fundamentais.