Na celebração eucarística a que presidiu na sua igreja paroquial, a matriz de Albufeira, o padre António de Freitas apresentou-se com humildade diante da Igreja do Algarve como seu servo. “Quis Deus, na sua infinita e paternal bondade e misericórdia, achar-me digno de estar ao seu serviço e que também a mim o seu Filho Jesus Cristo me chamasse e enviasse a fazer discípulos, a baptizá-los e a ensinar o que Ele mandou. O Espírito Santo tocou-me e ungiu-me para a missão e eu aqui estou, na minha debilidade e fraqueza, próprias da condição humana, para estar ao serviço de Deus em favor do Seu povo”, afirmou o sacerdote recém-ordenado, acrescentando acreditar que o ministério que lhe foi confiado, bem como aos restantes presbíteros, “surge do grande amor, cuidado e dedicação de Deus para com o seu povo”. Por outro lado, sublinhou a sua confiança em Jesus Cristo. “Se por um lado me assusta a pequenez na minha humanidade diante da santidade e grandeza do ministério sacerdotal que me foi confiado, por outro conforta-me e enche-me de coragem as palavras de Jesus: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos»”, referiu. Salientando a “responsabilidade” da missão que lhe foi confiada, o padre António de Freitas destacou que “o padre não pode viver nem alcançar o fim do seu ministério de modo isolado” e que “toda a comunidade é chamada, juntamente com aquele que é padre, a construir e edificar, uma comunidade que seja a imagem viva da família de Deus”. “Toda a comunidade é chamada a amar, a dar-se e a estar em comunhão com os seus presbíteros”, acrescentou, afirmando-se convicto de que também viverá o seu ministério “inserido e apoiado por uma grande família de amor, comunhão e doação: a Igreja”. Perante uma assembleia que tornou pequena a igreja matriz de Albufeira, obrigando alguns a assistirem à celebração através de um ecrã colocado à entrada do templo, o padre António de Freitas agradeceu com a voz embargada de emoção o “silêncio orante” da sua família que soube respeitar o ritmo da sua vocação. Agradeceu ainda à comunidade paroquial de Albufeira, especialmente ao cónego José Rosa Simão, seu pároco, por todo o “apoio, amizade, estima e exemplo”, tendo respeitado “profundamente” a sua decisão e por nunca o ter pressionado para voltar ao Seminário, possibilitando-lhe assim perceber que a sua decisão era tomada não pela pressão exterior, mas “por vontade de Deus” e à sua catequista Aldinha pelo convite para conhecer o Seminário. Entre os vários agradecimentos, destaque ainda para o que foi dirigido ao padre Jacinto Rosa, último sacerdote natural de Albufeira ordenado há 65 anos, que esteve presente como muitos outros sacerdotes, de várias dioceses do país. Mais fotos, brevemente na Galeria de Imagens