“Com Ela queremos ser Igreja hoje aqui em Loulé e renovar a nossa vida no perdão, na relação e na fraternidade uns com os outros. Com Maria não queremos ser outra coisa senão discípulos de Jesus Cristo e filhos muito amados de Deus. Aqui estamos para nos entregarmos ao Senhor dizendo nós também: «Faça-se em mim segundo a tua Palavra»”, afirmou o vigário paroquial de Loulé. Considerando que a imagem da Senhora de Fátima traz consigo o desafio a “escutar, viver, acreditar e traduzir na vida a Palavra viva que Ela acolheu e que foi o próprio Filho Jesus Cristo”, o sacerdote deixou algumas advertências. “Se andarmos atrás de uma imagem seríamos muito pouco cristãos. Se fizéssemos apenas colecção de pagelas e a nossa vida não se acrescentasse num excesso de acolhimento d’Aquele que Ela acolheu e do Espírito Santo que n’Ela O gerou, o que estamos a viver de nada valeria a pena”, alertou, considerando que “acolher a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima é também acolhermo-nos uns aos outros na imagem viva e concreta que cada homem e cada mulher é enquanto imagem de Deus”. “Que seria da nossa vida de cristãos se déssemos todo o nosso afecto à imagem da Senhora de Fátima e a nossa vida continuasse em brigas, em falsificações, em desencontros no quotidiano? Se as nossas relações de casa não melhorarem e não se pacificarem no respeito pela imagem concreta de Deus que é a esposa, o filho, o marido, os pais idosos ou os netos?”, interrogou, considerando que, comparativamente ao acolhimento fácil de Nossa Senhora de Fátima, “acolhermo-nos uns aos outros nas relações difíceis, a recomeçar quotidianamente no esforço da vida, é o mais difícil”. “E é isso que Deus quer de nós”, salientou, destacando que “neste mês pode acontecer um «milagre» em Loulé” se os louletanos forem sensíveis a esta vontade divina.