Perante uma assembleia que encheu por completo o templo tavirense, isso mesmo fez questão de referir o Bispo do Algarve que presidiu à celebração. D. Manuel Neto Quintas para pedir a oração dos presentes por cada um dos actuais e dos futuros sacerdotes algarvios – os seminaristas. O Pastor da diocese exortou os fiéis a “uma oração de evocação ao Senhor da messe, tendo presentes os nossos seminaristas, o nosso seminário”, que, – explicou –, “é o coração da diocese, do Bispo e deverá ser também cada um dos diocesanos”. “Que o Senhor continue a conceder este dom a muitos jovens da nossa diocese”, complementou D. Manuel Quintas. Na homilia, o padre David Sequeira começou por recordar o contexto que o levou a aceitar ser ordenado sacerdote. “Procurei responder a um apelo que ouvi naquela altura, estava ainda no Seminário, em Faro: se não quiseres ser padre, haverá uma parte do Algarve, que te estaria destinada, que não será evangelizada ou que ficará à espera de quem anuncie a Boa Nova de Jesus Cristo. Isto pesou na minha decisão”, confessou. “Com as virtudes que o Senhor me deu e com a fragilidade que ensombrou essas mesmas qualidades passaram-se estes 50 anos”, afirmou em jeito de balanço, garantindo que viveu sempre numa “intensidade de fé” e num “acatamento às orientações do Bispo, sujeitas a todas as provas”. “Não foi um grande combate. Foi o combate possível pela fé”, considerou. E a análise ao meio século de vida consagrada continuou, agora com uma observação ao trabalho realizado nas comunidades. “Se nestes últimos 20 anos surgiram alguns ‘ventos’ favoráveis à pastoral nesta cidade, foi o Espírito Santo que soprou e, através de mim e daqueles que trabalham comigo, fez com que surgisse uma nova esperança, particularmente ao nível da pastoral da família”, afirmou, referindo-se concretamente ao “impulso” dado ao surgimento, na paróquia, dos movimento dos Cursos de Cristandade, do CPM – Centro de Preparação do Matrimónio, das Equipas de Nossa Senhora. E também não esqueceu a pastoral dos jovens, o empenho na pastoral profética, “procurando, nos vários quadrantes em que ela se inclui, dar-lhe mais força”, o “maior sentido” dado à liturgia “para que o louvor ao Senhor seja, cada vez mais, perfeito e agradável”, bem como a implementação da pastoral sócio-caritativa. “Não se fez muito. É para se ir fazendo”, até porque “quem faz é o Senhor”, concluiu, agradecendo aos Bispos que o acompanharam. Após a Eucaristia que foi também concelebrada pelos cónegos Gilberto Soares Santos, José Rosa e José Pedro Martins e pelos padres Carlos Matos, Firmino Ferro, Jacinto Rosa, Leandro Garcêz e Mário de Sousa, teve lugar um jantar de homenagem no Hotel Vila Galé com a participação de 250 pessoas.