No início da sua intervenção, deixou clara a motivação que sentia. “Aqui estou entre vós, de braços abertos para vos abraçar e servir”, começou por dizer, agradecendo de seguida aos muito amigos de Alcantarilha e Pêra, seus antigos paroquianos, que a Tavira fizeram questão de se deslocar. A intervenção do padre Dinis Faísca ficou ainda marcada por ter feito questão de clarificar, desde um primeiro momento, alguns aspectos junto das suas novas comunidades, justificando que gostar de ser “claro nas palavras e transparente nos sentimentos”. “Não pedi para vir para Tavira, mas fui enviado por D. Manuel para exercer o múnus pastoral nestas comunidades, possibilitando o merecido descanso a quem gastou 39 anos da sua vida ao serviço das mesmas”, clarificou, elucidando que, a partir daquele dia, todos os assuntos de cariz paroquial, seriam tratados directamente consigo. “Não me peçam para ser igual ao padre Sequeira. Não vou ser igual, nem farei o menor esforço para sê-lo, mas peçam, exijam-me a mesma dedicação, disponibilidade e entrega que ele teve para convosco”, afirmou ainda o padre Dinis Faísca. Por outro lado, deixou claro que “a paróquia não é um couto de caça”, não havendo por isso “lugares cativos, mas uma comunidade de serviço, onde cada um desempenha uma missão em prol do bem comum e do crescimento humano e espiritual de todos”. “Conto com todos para que, juntos, possamos crescer na fidelidade ao Evangelho. Conto com a disponibilidade de alguns que desempenham serviços paroquiais para continuarem a desempenhá-los com humildade e espírito de serviço. Agradeço a dedicação de outros e conto também com a sua compreensão no sentido de permitir que novas caras exerçam a missão que eles tão bem desempenharam até ao momento”, complementou, acrescentando contar com a colaboração daqueles que estão fora. “Todos somos necessários e ninguém está a mais. É a hora de dar as mãos e de começar a trabalhar”, frisou, apresentando de imediato a agenda de trabalhos para a semana em curso. Ao padre David Sequeira compartiu da sua alegria “por finalmente poder realizar os inúmeros projectos pessoais guardados na gaveta agora que já não tem responsabilidades pastorais”. “Chegou o momento de apreciar novos sabores da vida e trilhar novos caminhos”, referiu. Ao Bispo do Algarve, responsável pela sua presença junto daquelas comunidades, comprometeu-se a fazer tudo o que estiver ao seu alcance “para não defraudar a sua confiança”. Aos presidentes das Juntas de Freguesia presentes mostrou-se certo de poder contar com a sua “colaboração institucional” e ao presidente da Câmara, Macário Correia, disse contar com o seu “empenho pessoal e com a colaboração da autarquia na conservação e valorização do património de todos”. “Juntos devemos pensar numa maneira de abrir as portas as inúmeras igrejas à cidade e aos seus visitantes”, complementou.