Após a leitura da provisão de nomeação, seguiu-se a entrega das chaves da paróquia e a visita aos lugares mais importantes para o desempenho da nova missão do jovem sacerdote: o Sacrário, a Pia Baptismal e ao espaço da Reconciliação. Depois deste gesto simbólico, onde o padre Flávio Martins se deteve por breves momentos em oração, D. Manuel Quintas começou por salientar na sua homilia que “este é o primeiro serviço à diocese que assume” o novo sacerdote, destacando que “o pároco é sinal que aponta para Deus entre o seu povo, por isso a sua presença deve ser a cima de tudo uma referência constante a Jesus, ao Evangelho e à Boa Nova”. “A primeira missão do padre numa paróquia é falar de Deus com a sua palavra e testemunho de vida, é anunciar o Evangelho, antes mesmo de celebrar os sacramentos”, deixou claro o Bispo diocesano. Mas porque a celebração dos sacramentos também é de grande importância para o exercício do ministério sacerdotal, D. Manuel Quintas explicou que, de entre aqueles, a Eucaristia é o “serviço mais nobre que o padre ou o Bispo podem prestar à sua comunidade porque exprime aquilo que a comunidade é” e também por ser a “fonte de onde a comunidade se alimenta e fortalece a sua fé”. Exortando igualmente ao cuidado na celebração dos restantes sacramentos, o Bispo diocesano pediu ainda ao novo pároco que “promova a caridade e partilha fraterna, o sentido fraterno da comunidade”. O Bispo do Algarve aproveitou ainda a ocasião para pedir aos paroquianos do padre Flávio Martins que se sintam mobilizados para crescer “no conhecimento da Palavra de Deus, ou seja, na pessoa de Jesus Cristo”. “Sei que o padre Flávio vai encontrar em todos apoio, estímulo e encorajamento e respostas aos seus apelos para que ele possa exercer aqui o seu ministério com entusiasmo e alegria”, observou D. Manuel Quintas, apelando à oração pelos párocos e pelos seminaristas. Em Cachopo, o Bispo do Algarve destacou de modo especial a presença do casal mandatado para o trabalho pastoral. “A posse do padre Flávio nesta paróquia tem um cariz especial porque temos aqui um casal que, de alguma maneira, já são «párocos» desta paróquia há 18 anos”, afirmou, salientando aquela “ajuda e apoio” que considerou “importantíssimos”. “Como seria se em todas as paróquias do Algarve os nossos párocos tivessem a possibilidade de ter leigos comprometidos e empenhados como seus colaboradores directos, a assumirem tudo aquilo que não diz directamente respeito ao ministério do sacerdote?”, questionou. Seguiu-se a renovação da profissão de fé, juramento de fidelidade à Igreja e de serviço à comunidade e a renovação das promessas sacerdotais do novo prior. Já no final da celebração, o padre Flávio Martins agradeceu ao Bispo diocesano a confiança depositada em si e à comunidade manifestou a sua “disponibilidade, humildade e debilidade para estar ao serviço de todos”. Ao casal Albino e Cláudia afirmou a sua intenção de “trabalhar em conjunto pelo bem da Igreja” e, à comunidade, resumiu o seu estado de espírito na frase bíblica “Estou no meio de vós como um servo” que disse gostar que perdurasse como lema da sua entrada nas três paróquias. “Presidir à comunidade é servir. Eu não vim para mais nada senão para servir e por isso o que trago comigo é somente o Evangelho de Jesus Cristo. Esse é o meu programa de vida e o que trago para cada um de nós. Apenas quero estar convosco e partilhar a vida toda, tudo o que é de bom e de mau e dar graças a Deus pelas maravilhas que vai realizando em cada um de nós e na nossa comunidade”, complementou. O sacerdote dirigiu não só a sua intervenção aos que fazem parte da comunidade cristã como para os que não fazem. “Queria ser pároco de todos. Não só para os que estão dentro, mas também para aqueles que estão fora. Podem contar comigo sempre que necessitarem, pois eu também vou precisar de todos vós para trabalharmos unidos”, referiu, agradecendo aos restantes padres e aos seus pais e demais familiares presentes, vindos de Monte Gordo, assim como a todos os que vieram das paróquias da matriz de Portimão e de São Pedro de Faro, as duas comunidades onde colaborou no últimos anos. “Rezai por mim que eu rezarei por vós”, implorou. Depois do final da Eucaristia com oferta de uma estola e um ramo de flores por uma representante da comunidade de Cachopo, seguiu-se a procissão com o andor do padroeiro pelas ruas da aldeia por se assinalar igualmente na paróquia de Cachopo a Festa de Santo Estêvão.