"Às vezes, notava as pessoas um pouco desiludidas, desanimadas, porque estão longe de tudo e de todos, e ninguém se lembra delas", referiu o pároco. A visitação aos lugares mais isolados da paróquia motivou o contentamento dos seus habitantes, não só pela presença da imagem, mas também pelo facto de a Igreja se ter lembrado deles. "Excesso" de devoção mariana A necessidade de transformar a devoção mariana num meio para aumentar a ligação a Cristo, é uma das preocupações do Bispo da diocese, D. Manuel Quintas, que se reflectiu nas intervenções do padre Flávio. "Eu acho que há o perigo de uma tão grande devoção, que esquecemos o objectivo essencial da visita", referiu o pároco de Cachopo. "Há uma grande ligação a Maria, passando muito despercebido quem é Jesus Cristo"; "Nossa Senhora é importante, mas ainda mais importante será o seu filho, e é para ele que ela nos aponta" acrescentou. "Quando chegávamos com a imagem, as pessoas referiam-se a ela como ‘a nossa santinha’", afirmou o padre Flávio, para quem é muito importante tentar "purificar" a devoção mariana. Depois da visita O padre Flávio acredita que a passagem da imagem poderá aproximar da Igreja algumas das pessoas que estão afastadas: "o mais importante não é que todas se convertam; mas se houver alguém que se converta, já fico muito satisfeito". Quando há missas "por intenção", a mobilização é rápida; mas à excepção dessas ocasiões, "é muito complicado", em parte porque as pessoas "não têm modos de vir à comunidade paroquial". "E eu não acredito que em 15 dias se consiga mudar o que está incarnado nas pessoas", concluiu.