Na celebração a que presidiu, D. Manuel Quintas, membro da mesma congregação, congratulou-se pela efeméride, lembrando a sua presença também, há 25 anos atrás, na profissão religiosa do sacerdote homenageado, conjuntamente com o padre José Agostinho, também ele presente no último domingo em Cacela. O Bispo do Algarve, dirigindo-se à assembleia, explicou a especificidade própria dos religiosos. “Penso que já vos apercebestes que o vosso pároco é um pouco diferente do padre Araújo que estava aqui. Não me refiro à idade. É diferente o modo como vivem os padres diocesanos daqueles que são padres religiosos”, observou o Bispo diocesano, frisando que “os padres religiosos vivem em comunidade”. No caso do padre Leandro Garcês lembrou que “faz parte de uma comunidade religiosa onde há 3 padres e um diácono”. “Vivem juntos como expressão da sua vida consagrada”, afirmou, explicando que “uma das maneiras de viverem a sua consagração é viverem em comunidade, um dos aspectos essenciais da vida consagrada na Igreja”, e ao mesmo tempo sendo “sinal para aqueles que estão à volta”. “Há mesmo aqueles que não têm paróquias”, lembrou D. Manuel Quintas, acentuando que “os consagrados têm como aspecto específico a vida comunitária”. Por outro lado, o Bispo diocesano salientou que “aqueles que têm a vocação específica de consagração a Deus procuram identificar-se com Cristo de uma maneira mais plena”, uma doação assumida através da obediência, pobreza e castidade. O Prelado considerou igualmente os consagrados da diocese algarvia como “uma riqueza muito grande” para a Igreja diocesana “com a sua essência e a sua missão que é diferente em cada um” e congratulou-se com os paroquianos de Cacela por terem um pároco que “para além sacerdote é também consagrado”. Sobre o Instituto dos Sacerdotes do Coração de Jesus afirmou que “tem como primeira opção as missões, embora não seja especificamente missionário”, lembrando que o padre Leandro Garcês, também director diocesano das Obras Missionárias Pontifícias, passou três anos nas missões, ainda antes de ser pároco, e depois de o ser, mais 11 anos. “É também um dom terdes um pároco que vos pode enriquecer a partir da sua experiência pessoal como missionário”, concluiu, acrescentando: “esta acção de graças devia levar-nos a olhar para o nosso Baptismo para ver como é que estamos a viver a nossa consagração plena na nossa vida”. No final da Eucaristia, o pároco de Cacela, agradeceu a Deus por o ter “escolhido e capacitado” ao longo destes anos, ao Bispo diocesano e aos seus confrades pela sua presença, entre os quais o padre Manuel Barbosa, Superior Provincial dos Sacerdotes do Coração de Jesus, aos paroquianos, aos familiares e amigos. Mostrando uma cruz com três espigas que o acompanha há 4 anos, oferecida por um padre amigo quando regressou de Madagáscar, realizou um autêntico acto de contrição. “A semente é a palavra do Senhor que caiu na minha vida e o seu chamamento. Estes 25 anos deram uma espiga que ainda não está madura. Tenho consciência de que não fui muito fiel ao Senhor, não edifiquei a Igreja como gostaria e acho que não fui o pároco que devia ser pelas comunidades por onde passei. Resta-me pedir ao Senhor outros 25 anos para espiga amadurecer”, afirmou. A terminar entoou um cântico que cantou no dia da sua ordenação. “Seduziste-me Senhor /e eu deixei-me seduzir/Numa luta desigual/dominaste-me Senhor./E foi tua a vitória”, ouviu-se no refrão. No final da celebração, o Bispo do Algarve exortou os presentes a que aquela Eucaristia “estimule a todos a crescer no apreço pela vida consagrada e na oração, pedindo que faça surgir na diocese consagrados e consagradas”. Mais fotos, brevemente na Galeria de Imagens