O Bispo diocesano começou por convidar os fiéis presentes a louvar a Deus pelos 6 anos de serviço do padre Marcelino de Freitas, o pároco cessante, àquelas comunidades. D. Manuel Quintas agradeceu também aos paroquianos pelo apoio prestado no exercício do seu ministério e pelo acolhimento manifestado ao pároco que agora saiu. “Como sabeis eles pertencem a um instituto religioso e tem sido prática habitual dos seus superiores deixarem-nos cá apenas seis anos”, justificou o Prelado, interpelando os paroquianos a acolher o padre Manuel com a mesma disponibilidade com que acolheram o padre Marcelino. Recordou igualmente o irmão Luís Silva que também foi transferido de comunidade depois de ter estado no Algarve durante 12 anos. O acto de posse teve início com a leitura da provisão de nomeação, seguida da profissão de fé do novo pároco e do juramento de fidelidade à Igreja e serviço à comunidade e, a terminar, realizou-se o gesto de entrega das chaves de cada igreja. Na homilia, o Bispo diocesano destacou a missão do pároco na paróquia e o serviço que é chamado a prestar ali. “A primeira missão do pároco é pregar o Evangelho e não celebrar Eucaristias”, frisou, sublinhando a importância de “falar de Jesus com a palavra e com a vida”. “Anunciar o Evangelho, essa é a primeira missão do pároco e de todos os baptizados”, recordou D. Manuel Quintas, salientando para além da pregação, a importância “da catequese, da formação, do aprofundamento na fé e de tudo aquilo que tem a ver com um conhecimento mais aprofundado da pessoa de Jesus e do Evangelho”. “Como é que podemos fazer aquilo que Jesus disse se não sabe-mos o que Ele disse?”, interrogou. Evidenciando a Eucaristia, “fonte da vida da Igreja” como “o primeiro Sacramento”, lembrou que “intimamente ligada à Eucaristia está o Sacramento da Reconciliação”. “Essa é uma das mais nobres missões do sacerdote”, disse. Por fim, referiu-se à prática da caridade “na qual se deve envolver toda a comunidade cristã”. “São estes três aspectos que, quando são exercidos de maneira harmoniosa, realizam a própria missão do padre numa paróquia”, concluiu. A terminar, apelou aos paroquianos para que acolham o novo pároco como acolheram os restantes párocos que por ali passaram e para que colaborem com o novo sacerdote, porque “só com a participação de todos é que é possível manter viva uma comunidade cristã”. “O padre Manuel é conhecido pela sua simplicidade, disponibilidade e sentido de serviço e estou certo que ele será no meio de vós essa presença que todos nós, como sacerdotes ou bispos, somos chamados a ser: sinais do amor e presença de Deus”, concluiu D. Manuel Quintas. O padre Manuel Chícharo agradeceu ao Bispo do Algarve por confiar nos seus serviços para servir aquelas comunidades e manifestou a sua total disponibilidade e união a D. Manuel Quintas. “Desejo cumprir essa missão de colaborar com o senhor Bispo com a ajuda de Deus e de todos. Que Nossa Senhora me ajude a cumprir esta missão no meio de vós”, afirmou. O padre agora empossado foi igualmente nomeado vigário paroquial das paróquias de Azinhal, Cacela, Odeleite e Vila Real de Santo António. Nos últimos 6 anos o padre Manuel Chícharo foi ecónomo provincial dos Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos) e foi pároco de Carnaxide. Juntamente com o padre Manuel Chícharo vem também para o Algarve o irmão Amadeu Gomes Teixeira, diácono permanente, para colaborar nas comunidades confiadas aos sacerdotes dehonianos. O padre Marcelino de Freitas foi nomeado pároco da freguesia de Duas Igrejas, na diocese do Porto.