O autor, de 82 anos, considera que “a democracia instalada na Europa e noutras partes do mundo, está em fase de aperfeiçoamento”. “Para se aproximar da perfeição ela terá de abarcar todo o homem e o homem todo, num envolvimento comunitário, social e económico, capaz de ser portador efectivo da paz e da felicidade, na terra”, explica, contrapondo que “uma democracia que apenas enriquece os governos e uma minoria de cidadãos, à custa das maiorias, é injusta e condenável”. “Não é esse o tipo de democracia desejável hoje”, alerta. A “democracia moderna e participativa” que o padre Rufino Silva entende dever ser instaurada no mundo, “tem de ser tendencialmente forte na grandiosa obra de proporcionar a todos os cidadãos, não só não só a satisfação das necessidades humanas básicas, acima referidas mas também outros bens sociais, oferecidos pelas sociedades modernas bem constituídas: acesso à cultura, ao lazer, à formação pessoal e profissional, à assistência médica e medicamentosa na doença e na velhice, a subsídio digno de desemprego involuntário…”. “A democracia assim constituída, tem de se fundamentar, obviamente, numa economia social bem estruturada, conforme os princípios sãos do Cristianismo, que a gerou e lhe deu forma”, acrescenta. A obra bibliográfica, composta por 82 páginas, “constitui um relato, romanceado e livre, de acontecimentos narrados na Bíblia”. “Tendo presente a fidelidade ao conteúdo central da fonte e aos subsídios históricos compulsados, esclarecemos que as reportagens descritas são fictícias, a sua estrutura sequencial, arbitrária e o seu estilo literário, moderno”, ressalva ainda o autor na nota prévia. A apresentação do livro será feita no próximo dia 8 de Outubro, pelas 18h, na Biblioteca Municipal de Faro.