Neste 29 de Junho, no primeiro século do Sacrifício do Golgota, que foi a estrada redentora da Humanidade, recordamos e veneramos, bebendo os seus exemplos de Fé autêntica, vivida e acontecida, de quem cumpriu o desígnio do Salvador: "Ide!". Foram, pregaram o Evangelho, criaram as primeiras Igrejas locais, afrontaram barreiras humanas e imperiais, sofreram até à morte "e morte de cruz", mas constituíram com o seu heróico testemunho a Igreja hoje presente, viva, "pedras do Senhor" em todas as partes do Mundo. São Pedro ("Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja…") e São Paulo ("Paulo! Paulo! Porque Me persegues") surgem-nos, desde os primórdios da Igreja Católica e Apostólica como referências maiores das vidas escolhidas ou predestinadas para lançarem uma luz nova sobre a Terra. Em ambos encontramos as excelsas virtudes da heroicidade santa e em ambas as quedas e tentações que, como nós, conhecemos e sentimos no quotidiano Ao negar de Pedro, quando o galo cantou três vezes naquela madrugada que marcou para sempre a história e o destino dos homens, aquele de quem o Mestre apontou "Deixa as tuas redes e far-te-ei pescador de homens…", admiramos a sua sentida contrição, a sua dedicação, o seu sentido de condutor de uma Igreja nascente, sendo o mestre humilde da barca piscatória foi o primeiro dos Papas, que rumou a Roma, então capital dessa potência hegemónica que era o Império Romano, para sofrer e morrer por Aquele com quem percorrera os caminhos da Judeia e da Galileia. Em Paulo vimos, na analogia com os nossos desvios, o anti-Cristo que se tomou num dos disseminadores maiores da Sua doutrina e cujo evangelizar, percorrendo milhares e milhares de quilómetros nas difíceis condições de então, naufragando em Malta e vindo conhecer os suplícios das catacumbas romanas e a morte no Coliseu, legou-nos as suas maravilhosas "Epístolas", cuja leitura é uma oração – catequese perene e um caminho único de vida e de salvação eternas.