Terça-feira 15 de Outubro de 2019
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Peregrinos algarvios chegaram a pé a Fátima

Ao longo do percurso, os peregrinos caminharam debaixo de muito sol, muita chuva e muito vento, mas, segundo os próprios, as etapas mais difícies foram, principalmente, duas: as que uniram Cortelha a Almodôvar e Lavre a Coruche. A primeira deixou os caminhantes exaustos após um percurso de quase 40 quilómetros sob o imenso calor que se fazia sentir no dia 2 de Outubro. «As subidas eram mais que muitas e o alcatrão estava muito quente» – afirmam. A segunda etapa ficou-lhes também marcada pois «o vento suprava com bastante intensidade».Felizmente a noite servia sempre para retemperar forças e, antes de fazerem a oração diária do terço que precedia o merecido descanso nocturno, aproveitavam para fazer algumas massagens e aplicar alguns sprays contra os músculos doridos e tendões inflamados. As bolhas nos pés também marcaram os primeiros dias da peregrinação enquanto o corpo procurava ainda habituar-se ao esforço imposto pela caminhada. Para além destas ocorrências normais nas longas peregrinações a pé, não houve problemas de maior, tendo apenas sido necessário recorrer ao Centro de Saúde de Vendas Novas para que fosse assistida uma senhora que se queixava com os pés inchados. Ño decorrer da peregrinação integrou-se mais um caminhante, também algarvio, oriundo de Silves e a partir de Santarém, os peregrinos do Algarve, começaram a contar com a companhia de outros grupos que tinham o mesmo destino. A paróquia ribatejana tem mesmo organizado um serviço gratuito de apoio aos peregrinos a pé, que funciona de Maio a Setembro, mas que pode ser também accionado noutras alturas para a assistência a grupos que o solicitem. Aos caminhantes algarvios, para além de ter sido fornecida uma sopa quente, foram então prestados alguns cuidados de saúde como a administração de medicamentos e a realização de massagens. Outro dos aspectos que marcou igualmente os 9 peregrinos, oriundos da vigararia de Albufeira, foi o incentivo dos 11 companheiros oriundos de São Brás de Alportel. O facto de terem já realizado a peregrinação a pé a Fátima em Maio deste ano e saberem das dificuldades subjacentes ao percurso, levou os sambrasenses a acompanharem os restantes caminhantes em algumas etapas, procurando que a companhia e a experiência servisse apoio.

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