Intitulado “O Manto do Mundo”, o musical do grupo artístico feminino de expressão artística do Mo-vimento dos Focolares, fundado por Chiara Lubich, encheu o palco do Pavilhão Desportivo Muni-cipal, com as suas projecções e estruturas móveis e tentou, através de cenas breves e de uma linguagem simbólica, passar a mensagem de que a unidade é possível. Procurou-se fazer um confronto dialéctico entre a fé e o agnosticismo, com o intuito de encontrar pontos de encontro no campo da ética e da solidariedade. Um misto de projecção, encenação, concerto e dança encheu o palco e procurou envolver as cerca de 1300 pessoas presentes no sonho de um mundo mais unido. Mostrar que um povo que constrói, dia após dia, uma civilização do amor onde as diferenças de religião e de convicções éticas não são um obstáculo para a compreensão entre os homens foi o objectivo do espectáculo trazido a Loulé. “O Manto do Mundo” procurou “valorizar o que nos une, para fa-zer da humanidade um só povo de mil cores, envolto pelo ‘manto’ dos valores: tolerância, justiça, solida-riedade e fraternidade”, “um hino à extraordinária aventura humana, iluminada pela luz do infinito”. O espectáculo, que teve como ponto forte a projecção, procurou simbolizar um conjunto de cores, de valores, de características e de povos, simbolizando que é a vontade de acreditar que existe um único “espaço” para todos, seja qual for o seu credo, a sua raça, a sua cultura, “como um manto que pode aquecer, cobrir, abrigar, proteger”. Com mais de 40 anos de história, o Gen Verde é composto por 24 artistas de 14 nacionalidades, que tocam, dançam, recitam, compõem, numa incessante busca de uma “sintonia de pensamento”.