É, precisamente, isto que consta de um relatório que a ONU publicou há pouco tempo. É de notar que as promessas feitas pelas Nações Unidas sobre a total erradicação da extrema pobreza no Mundo, até ao ano 2015 estão longe para se poderem cumprir. Basta olharmos para os Continentes africano e asiático para verificarmos que quão difícil será o cumprimento daquelas promessas. Sobretudo no Continente africano e mormente na África subsariana, que é a região do Mundo onde o flagelo da pobreza extrema se faz sentir com mais acuidade, é quase impossível debelar tão grande mal até ao ano 2015!… Apesar de tudo, o documento das Nações Unidas a que nos referimos revela um certo optimismo moderado, está claro, no que se refere, principalmente, ao Sul, Sudoeste e Leste da Ásia. Existe uma grande esperança de que nestas regiões, onde já se conseguiram reduções bastante expressivas da pobreza extrema, se possam alcançar resultados cada vez mais positivos na erradicação da pobreza. Porém, em contrapartida, na Ásia Ocidental a taxa de pobreza tem aumentado de forma assustadora… Por isso, as Nações Unidas, pela boca do seu Secretário-Geral, Ban Ki-moon, afirma que há um longo trabalho a realizar em várias áreas, referindo a saúde como uma das principais, pois, mais de meio milhão de mulheres morrem, por ano, devido a complicações evitáveis e tratáveis, associadas à gravidez e ao parto, além dos milhões de crianças a definhar, reduzidas a autênticos esqueletos ambulantes… Enfim, nem os constantes apelos do Santo Padre e dos Bispos, que mais sentem e vivem de perto a realidade da pobreza extrema, conseguem tocar, com eficácia, os corações e as mentes dos ricos e responsáveis que regem os destinos político e económico do nosso mundo…